Osasco planeja concurso público para professores

Osasco planeja concurso público para professores

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Secretária iniciou na pasta com desafio de encarar déficit de cerca de 1,7 mil professores

Leandro Conceição

A atual gestão na prefeitura de Osasco começou com um déficit alegado de cerca de 1,7 mil professores na rede municipal. Para amenizar o problema, foi aberto um processo seletivo emergencial, com a convocação de cerca de 700 profissionais, e docentes fizeram horas extras, de acordo com a secretária de Educação, Ana Paula Rossi. Para o próximo ano, a meta é que seja realizado um concurso público para contratar professores, afirma a secretária.

“Assim que terminar o chamamento do processo seletivo, o compromisso da Secretaria de Administração é iniciar a discussão para o concurso público de professores”. A quantidade de profissionais a serem contratados ainda não foi definida.

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Com o déficit na rede, que chegou a ameaçar o início do ano letivo em Osasco, foi “combinado com o Ministério Público que no prazo de um ano a gente realizaria concurso público para professores”, de acordo com a secretária.

Entre os motivos para o déficit na rede estão o cancelamento de um processo seletivo, no fim da gestão anterior, e de contratos de docentes contratados por este mecanismo, criticado por Ana Paula. “O que deveria ser exceção [processo seletivo] virou regra há muitos anos. Temos professores como contratados na rede que foram contratados há 15 anos”.

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“A cidade que pior paga o profissional da educação na região”

De acordo com a secretária de Educação de Osasco, o déficit de professores na rede também é causado pelo alto índice de pedidos de demissão de professores, que acabam indo lecionar em cidades vizinhas devido ao baixo salário. “Assino pedidos de exoneração diariamente. Osasco hoje é a cidade que pior paga o profissional da educação na região”, diz Ana Paula Rossi.

No último processo seletivo aberto no início deste ano na cidade, o salário para professores de desenvolvimento infantil I, será de R$ 10,74 por hora, com 31 horas semanais, cerca de R$ 1,3 mil por mês.

“A gente vai levar um certo tempo para corrigir, mas o prefeito [Rogério Lins, do PTN] assumiu o compromisso de tirar essa marca da cidade de Osasco, porque hoje é a cidade que pior paga o profissional da educação na região”, afirma Ana Paula.

Ana Paula avalia que invasões nos CEUs
resultam de falta de abertura à comunidade
Para a secretária de Educação de Osasco, Ana Paula Rossi, os atos de vandalismo e invasões que ocorreram recentemente nos Centros de Educação Unificada (CEUs) de Osasco acontecem devido à falta de abertura dos espaços à comunidade.
“Os espaços estão deteriorados, principalmente no CEU da zona Norte, onde acontecem diversas invasões… porque não é um espaço aberto à comunidade. Se a comunidade participa, se utiliza o espaço, ela mesma vai cuidar”, avalia Ana Paula Rossi.
No dia 15, uma quarta-feira, a Guarda Municipal de Osasco flagrou um grupo com nove adolescentes entre 14 a 17 anos que invadiu o CEU Zilda Arns, na zona Norte, para utilizar a piscina do espaço. Eles entraram na unidade pelo telhado.

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