Osasquense foi demitido após virar símbolo de manifestações contra Bolsonaro

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Enfrentei nazistas disfarçados de manifestantes, diz osasquense que esteve na Av. Paulista em defesa da democracia
Émerson foi cercado por manifestantes apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, que faziam gestos obscenos, proferiam palavras de ofensas contra ele e gritavam “mito” / Foto: reprodução

Emerson Osasco foi demitido após virar símbolo das manifestações contra Jair Bolsonaro após encarar uma série de ataques verbais ao ser cercado por apoiadores do presidente em ato na avenida Paulista no último domingo (31).

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Ele é desenvolvedor de software e foi demitido pela multinacional mexicana Softtec, com filial em Barueri, um dia depois das imagens de sua participação no protesto viralizarem.

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Emerson Osasco conta estava trabalhando em home office e recebeu a ligação de um diretor da empresa que o dispensou. Ele diz que o dirigente falou ao telefone que o motivo seria sua participação no protesto.

“Meu contrato era de seis meses e eu só recebia elogios pelo meu trabalho”, declarou, em entrevista ao Uol. “Ele (o diretor da empresa) acabou falando que foi porque eu estava na Paulista e mencionou um vídeo que eu tenho com o Lula”.

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“Vou entrar na Justiça porque foi uma perseguição política. Ficou evidente para mim que foi por causa disso”, completa Emerson Osasco. A empresa nega que a dispensa dele tenha tido motivação política.

Emerson é diretor da Gaviões da Fiel, torcida organizada que iniciou os protestos antifascistas no estado. Ele afirma que vai comparecer novamente à manifestação que ocorrerá neste domingo (7) no Largo da Batata.

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