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Pais de alunos da Fieb protestam contra kits de materiais de até R$ 2,5 mil

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fieb barueri
Divulgação PMB

Os pais de alunos matriculados na Fundação Instituto de Educação de Barueri (Fieb), reunidos em uma comissão, estão relatando diversos problemas com a fornecedora de materiais didáticos adotada a partir desse ano para os alunos do ensino médio e fundamental básico.

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Segundo a Comissão de Pais da Fieb, grupo assim identificado nas redes sociais, os problemas começaram pelo preço dos kits, entre R$ 2.100 e R$ 2.500, dependendo do ano do aluno.

A empresa fornecedora, a Mais Solution, por meio de sua Livraria Educacional, substituiu a editora Itagibá, a fornecedora anterior, que vendia os kits com valores que, de acordo com a comissão, não passavam de R$ 1.500.

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Além dos preços, os pais também relataram outros problemas com a empresa: kits vendidos sem nota fiscal, kits vendidos incompletos com a promessa de entrega do livro faltante em poucos dias, e até hoje não entregues; kits vendidos como completos, mas sem alguns títulos dos paradidáticos; e falta de resposta nos contatos feitos via WhatsApp ou e-mail.

Na quarta-feira (9), a Livraria Educacional atualizou o site e colocou um telefone fixo para contato, mas que, segundo os pais, a ligação é direcionada a outro contato que não tem nada a ver com a empresa.

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A principal queixa da comissão é a falta de interlocução da Fieb. “Tentamos uma reunião com o Sr. Luís Antônio [Ribeiro], que é o superintendente da Fieb. Questionamos quem fez a escolha. Nunca fomos atendidos. Não sabemos quem decidiu por esta empresa. Se foi um conselho pedagógico, se houve participação da APM (Associação de Pais e Mestres), não sabemos de nada. Inclusive, soubemos por professores que não quiseram se identificar que eles não foram consultados e nem passaram por treinamento sobre a plataforma digital”, informa uma mãe da comissão, que prefere não se identificar. Ela acrescenta que há professores que, informalmente, acham o material de qualidade ruim.

Segundo a comissão, os pais foram apenas informados, no final de dezembro, que o material didático iria mudar, mas sem muitos detalhes por parte da fundação sobre preços ou critérios para a mudança.

Eles reclamaram ainda que nem a Fieb nem a Mais Solution apresentaram soluções para os problemas apresentados e sobre os valores, devido a mobilização dos pais, a empresa começou a distribuir descontos, mas ainda assim, os problemas não foram solucionados. “Não houve nenhuma informação por redes sociais ou através da Fieb [sobre os descontos]. Foi no boca a boca, através de grupos de WhatsApp que nós, pais, tomamos conhecimento. E tomou uma proporção gigantesca. Fila de 3 horas para preencher uma ficha socioeconômica e mostrar para a empresa que os pais não tinham condições de arcar com os custos. O preenchimento desta ficha aconteceu até o dia 25/02. E o resultado da análise deveria ter saído na sexta-feira antes do Carnaval, o que não ocorreu. Os pais não sabem se serão contemplados com esses descontos que podem chegar até 80%. Não sabemos quais são os critérios para se escolher os contemplados”, reclamam.

A Comissão de Pais da Fieb já acionou o Ministério Público e pretendem seguir judicialmente com a causa. “Há um advogado estudando o caso. Tomaremos todas as medidas cabíveis contra está arbitrariedade”, disse a mãe em nome da comissão.

Procuradas, Fieb e Mais Solution não responderam a reportagem.

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