Prascidelli diz que oposição fará circo na CPI

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Valmir Prascidelli: voz quase solitária contra o impeachment

Valmir Prascidelli (em pé) conversa com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) durante sessão da CPI nesta quinta / Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados
Valmir Prascidelli (em pé) conversa com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) durante sessão da CPI nesta quinta / Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados

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Fernando Augusto

Membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o escândalo de corrupção na Petrobras, o deputado federal Valmir Prascidelli (PT-SP) diz que a oposição irá usar a comissão como um circo e tentar esconder a participação de alguns de seus líderes neste e outros casos de corrupção investigados. Prascidelli cita suposto esquema que envolve o senador José Agripino Maia (DEM-RN), que coordenou a campanha de Aécio Neves (PSDB) ano passado.

Osasquense quer investigar Agripino

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Agripino foi acusado em delação feita por um empresário do Rio Grande do Norte (RN) de cobrar R$ 1 milhão para facilitar esquema que permitiu a realização de inspeção veicular no estado. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público do RN. “Pedi para que o procurador do estado me encaminhe um relatório do inquérito e apresentei requerimento para que a Comissão de Viação e Transportes [da Câmara dos Deputados] convoque aquele empresário que fez as denúncias para prestar esclarecimentos”, afirmou Prascidelli.

O parlamentar osasquense defende que o PT deve buscar na CPI, além dos corruptos, defender a maior estatal brasileira. “A expectativa é apresentar um relatório que possa mostrar a importância econômica e social da Petrobras, separado daquelas pessoas que tentaram dilapidar o patrimônio público”, disse, em entrevista ao Visão Oeste nesta semana.
Prascidelli comentou as dificuldades de relacionamento entre o Congresso e o governo da presidente Dilma Rousseff, principalmente diante da iminente abertura de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) contra políticos citados nas delações da Operação Lava Jato. Com a informação de que os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estão na lista entregue ao STF pelo procurar-geral da República, Rodrigo Janot, a crise institucional piorou.

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Na quarta-feira, 4, Renan devolveu Medida Provisória que retirava desonerações às empresas, parte importante do ajuste fiscal que o governo promove. A medida foi vista como uma retaliação do peemedebista. “De qualquer modo, não é o Executivo que produziu nenhuma lista. Se constar o nome dos presidentes da Câmara e do Senado será a partir de denúncia do Ministério Público Federal”, lembrou Prascidelli. “Temos que ter paciência, até porque sempre tivemos uma postura de dizer que não podemos condenar ninguém antecipadamente”, finalizou.

Ajuste fiscal é polêmico entre aliados do governo

O ajuste promovido pela equipe econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem gerado críticas de setores que apoiaram a reeleição da presidente Dilma. As medidas provisórias que apertaram as regras para concessão de benefícios trabalhistas como o seguro-desemprego e a correção da tabela do Imposto de Renda abaixo da inflação são as principais polêmicas.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), por exemplo, tem manifestado insatisfação. “Estou muito preocupado com esse início de governo e temos nos posicionado oficialmente quanto à condução da linha econômica que temos visto. Quero dizer para a Dilma que, além de ganhar eleições, tem de implementar a agenda do desenvolvimento e crescimento. Para que não tenha retirada de direitos, precisa retirar as medidas provisórias 664 e 665”, disse o presidente da central sindical, Vagner Freitas.

O deputado federal Valmir Prascidelli vai na mesma linha. “Disse durante a campanha e continuo defendendo que não podemos votar e aprovar nada que retire direitos dos trabalhadores. Esse ajuste fiscal é necessário, mas temos instrumentos para fazê-lo sem onerar ainda mais a classe trabalhadora”, disse. Apesar de admitir a necessidade do ajuste nas contas públicas, defende que o governo envie ao Congresso uma nova tabela do IR ampliando a cobrança pra quem ganha mais e também a implementação do Imposto sobre Grandes Fortunas.

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