Prefeito é pressionado por vereadores do próprio partido a baixar o valor da passagem

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Foto: Secom/PMO

Leandro Conceição

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Além de manifestações e queixas de munícipes, o prefeito de Osasco, Rogério Lins (PTN), enfrenta pressão até de dois vereadores do próprio partido, Ralfi Silva e Ni da Pizzaria, para rever o reajuste da tarifa de ônibus municipal, que subiu de R$ 3,80 para R$ 4,20, alta de 10,5%, no fim de dezembro

O vereador Ralfi Silva (PTN) ingressou na Justiça com ação popular contra o aumento da passagem na semana passada. Esta semana foi a vez de Ni da Pizzaria se manifestar publicamente contra o valor da tarifa no município.

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“Um absurdo pagar R$4,20 numa passagem de ônibus sem benefício nenhum, pontos de ônibus abandonados e sem coberturas para acomodar os usuários”, postou ele em seu perfil no Facebook. Ni declarou ainda que o valor é uma “vergonha para nossa cidade”.
Lins declarou que iniciou tratativas com as empresas de ônibus para cobrar justificativas para o aumento, avaliar a possibilidade de redução do valor e, caso não seja possível, diz, a inclusão de melhorias, como Wi-Fi, nos ônibus municipais.

“Foi um aumento dado pela gestão anterior [de Jorge Lapas] e iniciei uma tratativa com as empresas de ônibus”, afirmou o prefeito, ao Visão Oeste. As concessionárias alegam fatores como a alta do diesel e da mão-de-obra para o reajuste da tarifa.
Lins diz que também iniciou junto às empresas de ônibus as conversas pela implantação do Bilhete Único, uma de suas promessas de campanha. “O Bilhete Único terá integração na frota municipal e na CPTM”, diz o prefeito.

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Cioeste
O valor da passagem deve ser pauta inclusive do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste (Cioeste), já que os outros prefeitos da região também iniciaram o mandato com insatisfação popular pelo reajuste.
O prefeito de Jandira, Paulo Barufi (PTB), foi o único que revogou o aumento de R$ 3,70 para R$ 4,00, autorizado pelo antecessor, Geraldo Teotônio da Silva, o Gê (PV).

Protesto e ação popular
Na tarde desta sexta-feira, 13, Osasco deve ter mais um protesto no Centro da cidade contra o reajuste.

Esta semana o PSOL ingressou com ação popular contra o aumento do valor da tarifa, pedindo ainda a anulação da concessão do transporte municipal às empresas Viação Osasco e Urubupungá por 20 anos.

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