“Quem critica não tem um olhar voltado para o outro”, diz vereadora de Osasco sobre projeto por absorvente na cesta básica

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absorvente ecológico
A vereadora osasquense apresentou o projeto de lei na Câmara Municipal de Osasco nesta semana / foto: reprodução

JENIFER OLIVEIRA

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A vereadora osasquense Dra. Régia (PDT) comentou críticas a seu projeto de lei que prevê a inclusão de absorventes ecológicos como item essencial na cesta básica fornecida pela Prefeitura de Osasco a famílias carentes: “Quem critica não tem um olhar voltado para o outro”.

Sobre a justificativa para a proposta, ela explica: “Tem mulheres na periferia de Osasco que chegam a usar barro no período menstrual. Elas fazem uma ‘bolotinha’ de barro e usa no lugar do absorvente. Então, é mais do que justo que a gente tenha medidas como esta, que tem um custo pequeno para o município, mas que vai favorecer a saúde da mulher”.

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dra régia pdt osasco
O projeto de lei, de autoria da vereadora Dra. Régia (PDT), define a inclusão de ao menos três unidades do item na cesta básica distribuída pela Prefeitura / foto: Eudes de Souza

A proposta da vereadora em Osasco e um projeto de lei em tramitação do Congresso que prevê a distribuição gratuita de absorventes pelo governo, da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), têm gerado polêmica nas redes sociais. Apoiadores destacam a dificuldade enfrentada por muitas mulheres pobres no período menstrual e críticos mencionam principalmente os custos que tais projetos podem representar aos cofres públicos.

“Ótimo projeto [principalmente] para adolescente abaixo da linha da pobreza. Muitas não vão à escola porque não tem esse item… Eu mesma tinha vergonha porque sempre manchava mesmo com aqueles paninhos”, foi um dos comentários em matéria do Visão Oeste sobre o projeto de Dra. Régia.

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“Deveria ser um dever oferecer absorvente gratuitamente, assim como os preservativos. Afinal, muitas meninas quando chegam na fase de menstruação deixam de estudar, por não ter condições de um item tão básico”, diz outro comentário.

Já entre os críticos, há comentários como: “A mulherada acha que o dinheiro dos outros é infinito”; “seria mais interessante reduzir o imposto sobre o produto” e “querem inventar moda”.

Sobre as opiniões contrárias, a vereadora osasquense rebate: “Quem critica não tem um olhar voltado para o outro e não tem essa compreensão porque elas veem apenas a realidade delas. A gente [o partido] já tem um trabalho nesse sentido em outros lugares e é uma coisa que tem dado bastante certo”.

 

absorventes ecológicos
Comentários na matéria sobre o projeto de lei apresentado pela deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP)
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