Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

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*Jorge Nazareno

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Acompanho com otimismo a evolução econômica, social e política do país. São inegáveis os avanços garantidos à maioria da população na última década. O Brasil aos poucos está mudando. É o que percebo nas fábricas, no comércio e serviços.
O sindicalismo tem se afirmado como elemento decisivo na construção tripartite de políticas públicas e sociais, no âmbito municipal, estadual e federal. Saímos há tempos de uma era em que aos trabalhadores bastava o direito de trabalhar. Queremos ampliar a participação política do conjunto da sociedade.

Por isso, o nosso apoio e solidariedade às manifestações que acontecem em nível nacional. Uma luta que começou pedindo a revogação do aumento das passagens e que, percebe-se, vem se transformando num crescente descontentamento com a política e com os políticos. Todos os partidos são questionados.
É verdade que a política precisa urgentemente de novos padrões e compromissos. Mas não construiremos algo novo simplesmente negando aquilo que existe ou adotando-se posturas antipartidos e anti-instituições.
Qualquer processo que se desenvolva deve ter como parâmetro o respeito à democracia, à diferença e à pluralidade político partidária. A presidenta corretamente saiu da defensiva e apresentou a proposta de plebiscito sobre a reforma política. Na sequência uma infindável lista de “especialistas” tentou negar aquilo que a voz das ruas disse com tanta propriedade: é essencial ouvir a sociedade.

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Essa reforma só será possível com a convocação de um Congresso Constituinte que se debruce exclusivamente sobre ela. Precisa ser pactuada pelo conjunto das instituições e da sociedade, mas não pode ser misturada a uma agenda onde pragmatismo e emergências a empurrem para um plano menor.
É questão essencial e a história cobra uma rápida e prática decisão. Vamos ao debate: a hora é agora, afinal, quem sabe faz a hora. Ao trabalho para continuar fazendo o Brasil avançar.

* Jorge Nazareno – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e região e membro do Conselho de Desenvolvimento e Economico e Social da Presidencia da República (CDES)

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