Redução de tarifa joga luz sobre factoide

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A presidente Dilma Rousseff anunciou, na última quarta-feira, 23, em cadeia nacional de rádio e televisão, a redução das tarifas de energia elétrica para consumidores residenciais e industriais.  Ao chegar a 18% para residências e até 32% para empresas, a redução foi maior do que a prevista inicialmente em setembro (16,2% para consumidores residenciais e 28% para a indústria), e já começou a vigorar nesta quinta-feira, 24.
O anúncio é fundamental para elucidar as origens e intenções do factoide que nas últimas semanas alguns setores da mídia e da política insistiram – e, em alguns casos, continuam insistindo – em reverberar: a possibilidade de acontecer um novo episódio do temível “apagão” no Brasil.

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Setores da mídia e política insistiam na possibilidade de um apagão energético

O termo ficou famoso em 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, quando foi necessário um corte de 20% no consumo, implicando em racionamento e adoção de multas. Na época, o apagão gerou um prejuízo estimado em mais de R$ 45 bilhões para o país.
Enquanto uma ala tenta emplacar o desespero, o fato é que o governo federal mostrou pulso firme e está bancando sua tese. E o faz com muito mais do que discurso: está devolvendo dinheiro ao consumidor .

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Provavelmente isso esteja incomodando muito. Principalmente porque a União está garantindo a redução mesmo nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. As concessionárias  Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Companhia Energética de Minas Gerais  (Cemig) e Companhia Paranaense de Energia (Copel), não aderiram à prorrogação dos contratos que permitiu a redução no resto do país.
Fica claro que há uma disputa política em andamento: os três estados que tentaram ofuscar a redução da tarifa estão justamente nas mãos de governadores do PSDB.

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