Reempossamento simbólico de Hirant Sanazar reúne quatro ex-prefeitos

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Da esq. para dir.: Silas Bortolosso, Celso Giglio, Janette Sanazar, Jorge Lapas, Emidio de Souza e Francisco Rossi

O evento de reempossamento simbólico do primeiro prefeito de Osasco, Hirant Sanazar, reuniu as principais lideranças políticas da cidade na segunda-feira, 5. A sessão solene da Câmara Municipal foi realizada na Sala Osasco, ao lado da prefeitura, e teve a presença de quatro ex-prefeitos da cidade. Emidio de Souza, Celso Giglio, Francisco Rossi e Silas Bortolosso prestigiraram a recondução de Hirant, 50 anos depois. O prefeito Jorge Lapas também participou.

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Da esq. para dir.: Silas Bortolosso, Celso Giglio, Janette Sanazar, Jorge Lapas, Emidio de Souza e Francisco Rossi
Da esq. para dir.: Silas Bortolosso, Celso Giglio, Janette Sanazar, Jorge Lapas, Emidio de Souza e Francisco Rossi

A sessão foi realizada após a Comissão Municipal da Verdade realizada pela Câmara ter detalhado as circunstâncias do afastamento de Sanazar do cargo logo após o golpe militar de 1964, sendo substituído por Marino Nicoleti.
Vídeo exibido em sessão da comissão lembrou e trouxe à tona o fato de que o primeiro prefeito de Osasco foi alvo de um Inquérito Policial Militar e, posteriormente, o cargo declarado vago por vereadores que estavam presos e foram liberados apenas para votar a vacância.

Vrejhi Sanazar, diretor do jornal Diário da Região e irmão de Hirant, falou sobre a trajetória do ex-prefeito e ressaltou o trabalho da Comissão da Verdade no resgate da história. A viúva de Hirant, Janette Sanazar, falou sobre os tempos difíceis que viveu quando seu marido foi apeado do poder e teve os direitos políticos cassados pelos militares. “É muito importante restabelecer a honra e a moral da família. Não há dinheiro que pague esse gesto. Agora vamos colocar um pedra em cima disso tudo e respirarmos aliviados uma nova vida, novos ventos”, disse.

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O prefeito Jorge Lapas disse que “Osasco não aceitava como esses fatos ficaram registrados, de forma equivocada, para as gerações futuras”. “Nós reescrevemos hoje, aqui, a história da nossa cidade”, afirmou.

O ex-prefeito Emidio de Souza (2005-2012) lembrou discussões políticas que teve com Hirant Sanazar na Câmara de Osasco e falou da importância do evento. “O povo de Osasco vai saber que houve um primeiro prefeito que foi injustiçado e deve fazer parte do panteão dos homens sérios e honestos de Osasco”, afirmou.
A Comissão Municipal da Verdade divulgou um relatório parcial em outubro do ano passado.

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Comentários

1 COMENTÁRIO

  1. Boa tarde. Esse evento de “reempossamento” de Hirant Sanazar, 1º Prefeito da cidade de Osasco, passou despercebido da população. Eu mesmo só vim a saber do episódio praticamente três anos depois do ocorrido. Ainda assim, que estranho evento, se pensarmos com o mínimo de bom senso e distanciamento histórico. O tal “reempossamento” do finado 1º prefeito da cidade é um ato stalinista de reescrever a história. Não é aceitável, mesmo ponderando sobre o caso. E tal “reparação” é uma pantomima da imprestável “Comissão Municipal da Verdade”. Se há um grupo de pessoas que realmente dá de ombros à verdade é a elite de Osasco. Uma elite tão imprestável, maliciosa, criminosa, escorregadia, revolucionária, viciosa e atrasada que só perde mesmo para as dos fautores da Revolução Francesa, Revolução Bolchevique e a Revolução Cultural na China. Nos dizeres do ideólogo-mor dessa gente, sua previsão se cumpriu: enquanto as mencionadas revoluções tiveram um caráter de tragédia, a elite de Osasco desempenha o papel de farsa, aliás, como um arremedo da farsa recente da eleição de Lula, em 2002. A tal “Comissão Municipal da Verdade” não restabeleceu verdade alguma. Apenas foi um muxoxo de rancor de pessoas benquistas na cidade para agitar suas vidas tíbias e viciosas. A família Sanazar, mesmo passado tanto tempo do fim da gestão de seu patriarca Hirant, sempre foi benquista na cidade, e sempre pertenceu à elite. Essas pessoas não sofrem de perseguição. Agora, no atual cenário, o tal “reempossamento” de Hirant Sanazar serviu apenas para tentar manchar o regime militar, o qual teve muitos aspectos positivos na vida brasileira. Basta perguntar à população, às pessoas normais e que realmente enfrentam a vida, e se confiam a Nosso Senhor Jesus Cristo pelas mãos de Nossa Senhora. Era um período de ordem, estabilidade e, no mais das vezes, bons costumes. A classe artística, acadêmica e política é que reclama do regime militar, por sua ação saneadora de ideias e práticas anticristãs (principalmente anticatólicas) em nosso solo pátrio. Essa classe de maganos falantes sofreu, mas sofreu porque precisava: eram notórios tíbios, depravados e espalhadores de males, e se assanharam muito na época. Gente de bem não foi atingida; vagabundo anticatólico filhote de comunista e guerrilheiro, sim. E foi muito bem feito. Foi merecido. “Quem procura, acha”, em expressão simplificada do ensino de Nosso Rei e Salvador Jesus Cristo. Quem procurou a ordem e a virtude, encontrou ordem e virtude; quem procurou as trevas e as malhas de um heroísmo narcisista e ingrato, encontrou as trevas e as consequências de tecer malhas de um heroísmo narcisista e ingrato. Tanto uma parte, quanto a outra, não tem do que reclamar: procurou e achou. Porém, é certo que nem todo militar era justo e temperante, e por isso poderíamos até conceder a Hirant Sanazar uma margem de reparação, se não soubéssemos que ele era um maçom (grau 30 da maçonaria, no posto de juiz, “kadosh” na nomenclatura judaizante desse grupo nefasto e insaciável). Ainda que houvesse algum viés de perseguição injusta (e isso deveria ser apurado, para o bem dos fatos e do esclarecimento do caso), Hirant Sanazar pagou pela perfídia e pela traição que cometeu à população osasquense pelo fato de pertencer a uma organização sediciosa e conspiratória como a maçonaria. O terem apeado do poder foi uma coisa boa. Ainda que os meios e motivações possam ter sido desonestos, acabou revertendo em algo bom para a maioria, que é católica. Não devemos nada a Hirant Sanazar, o maçom. Mesmo com tudo o que aconteceu, ele é que permanece em dívida com Osasco, pelo fato de ter sido um agente da subversiva e revolucionária maçonaria que tanto mal faz desde que surgiu. A justiça acabou sendo feita, afinal de contas, olhando deste ponto em que nos encontramos, para a já meio distante década de 1960. O que sobressai, então, dessa encenação maldosa ocorrida em 2015, é um ato fútil de reescrever a história, para o qual a maioria de nós dará de ombros, mas que gastou inutilmente nosso dinheiro, e revelou mais uma vez a inépcia daqueles que nos governam nesta cidade que poderia ter sido algo melhor do que se tornou, se não fossem os grupos revolucionários que se aboletaram nos mais diversos ramos da atividade humana neste recanto tão necessitado de honestidade e mea-culpa. O que mais choca, ao final destas considerações, é a presença do Bispo Diocesano, Dom João Bosco Barbosa e Souza o qual, pretensamente católico, reforçou a pantomima armada pelo time de nossos inimigos comuns, os revolucionários, sejam eles comunistas, socialistas, rotarianos etc. É uma vergonha! É uma blasfêmia! Todos traidores nesse evento, todos anêmicos moralmente, todos sequiosos de mais poder e mais locupletação. Que Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei de nossas vidas e Salvador de nossas almas, nos defenda e guie através de Maria Santíssima, a Onipotência Suplicante que nunca nos despreza, nem a seus inimigos, principalmente em períodos tão trevosos e tão desastrosos como estes que vivemos. Tende piedade de todos nós, ó Mãe piíssima!!

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