Luiz de Souza Arraes – Repressão: nossos heróis não são anônimos

Luiz de Souza Arraes – Repressão: nossos heróis não são anônimos

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Luiz de Souza Arraes - presidente da Fepospetro (Federação Estadual dos Frentistas), secretário de Negociações Coletivas da Federação Nacional dos Frentistas (Fenepospetro) e diretor de Relações Internacionais da CNTC

As marcas da inegável e cada vez mais profunda repressão policial direcionada às manifestações contrárias ao governo ilegítimo de Michel Temer e suas reformas destruidoras de direitos históricos, estão na cara – e nos olhos, e no pescoço, e no maxilar, e na cabeça, e nas mãos – dos quarenta e nove trabalhadores atingidos com gravidade por tiros de bala de borracha e de arma letal, disparados por policiais, e por bombas, cassetetes e ataques de cães selvagens, durante o Ocupa Brasília/DF, protesto organizado em 24/05 pelas Centrais Sindicais.

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Expressão máxima da instrumentalização do medo, a crescente e inaceitável brutalidade do Poder Público contra o povo não pode continuar a ter como destino a vala comum do esquecimento e da impunidade reservada às estatísticas da violência urbana.

Para fazer avançar a luta organizada em combate à relação predatória do governo com o país, o movimento sindical em seu devido papel histórico deve pensar a  construção de uma rede de apoio – nas mais diversas esferas – às vítimas que advirão dos protestos em resistência ao rumos da política e da economia.

Uma ação coordenada junto à Defensoria Pública, à OAB, à Secretaria de Direitos Humanos e Órgãos Internacionais contribuirá para que consigamos denunciar e cobrar formalmente respostas quanto aos flagrantes de violações constitucionais ao direito de manifestação dos trabalhadores.

Mais do que externar respeito e solidariedade aos companheiros sequelados pela violência do Estado, reside nesse processo, exemplo e atitude de autocrítica, sem os quais não avançaremos.

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