Ricardo Patah*

A redução de 0,75 pontos na taxa básica de juros Selic anunciada pelo Banco Central, na primeira reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) de 2017, foi abaixo do que o Brasil necessita para retomar o caminho do desenvolvimento social e econômico.

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Para a União Geral dos Trabalhadores (UGT), mais uma vez, o Governo mostrou timidez na redução da taxa Selic, o que privilegia o capital especulativo em detrimento do capital produtivo – sendo este último o que contribui para a geração de empregos, distribuição de renda, aumento do poder de compra da população e aquecimento da economia do País.

Um dos argumentos usados para manter alta a taxa de juros é o controle inflacionário, mas, ao manter os juros num patamar elevado, o Governo “encarece” o custo do dinheiro, fazendo com que o crédito se mantenha em patamares elevados e faz cair a procura por produtos e serviços, ou seja, as famílias reduzem o seu consumo, fator que influencia toda a cadeia produtiva brasileira.

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A queda da inflação, que segundo dados do IBGE o ano passado ficou em 6,29%, portanto dentro da meta do Governo que é de 6,50%, não deve ser comemorada porque na outra ponta temos a queda no consumo, numa demonstração de que a população deixou de comprar, por isso os preços estão caindo.

Com a redução de 0,75 pontos a taxa de juro Selic vai de 13,75% para 13%, mesmo assim continuamos sendo o País com uma das maiores taxas de juros do mundo, o que favorece a entrada no País do capital especulativo.

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* Ricardo Patah – Presidente Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT)

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