Artigo – Salve 19 de fevereiro de 1962

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Por Guaçu Piteri – ex-prefeito de Osasco, deputado estadual e federal, autor do livro Sonhar é Preciso (EDIFIEO) e professor do UNIFIEO

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Podemos dividir a história de Osasco em duas etapas: na primeira, a presença de Antonio Agu, o fundador, que quando aqui chegou, em fins do século dezenove, encontrou uma bucólica comunidade rural.
Não tardou, entretanto, até que tivesse a percepção de que o futuro da região apontava na direção da indústria. Adquiriu extensa gleba do lado esquerdo dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana e implantou as coordenadas do processo de industrialização que, em meados do século vinte, alcançaria pleno desenvolvimento.

A segunda teve início com a mobilização pela autonomia – longa e heróica epopeia que se prolongou de 1953, com a realização do primeiro plebiscito, até 1962 com a posse dos primeiros vereadores, prefeito e vice, em 19 de fevereiro.

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Com a autonomia, Osasco evoluiu da condição de um bairro abandonado, carente de obras e serviços, para a condição de um dos mais pujantes e progressistas municípios do Brasil.

Não há dúvida de que a dívida social de Osasco em termos de educação, saúde, moradia, transporte, infraestrutura, é enorme e há muito por fazer.

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A população tem razão de reclamar. Mas, quando penso que, se Osasco não fosse município, nossa situação seria comparável à da periferia caótica e abandonada da Capital, louvo a perseverança e a consciência cívica dos autonomistas, que, em boa hora, levantaram a bandeira da emancipação.

Vamos celebrar as conquistas do passado e renovar o compromisso com o futuro. Esta é a melhor maneira de homenagear os maiores da nossa gloriosa história. Parabéns ao povo que tem sabido honrar o lema “OSASCO, CIDADE TRABALHO”.

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