Segurança pública: na mira do descaso

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*Isac Reis

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O aumento dos números no crime revelados diariamente nos noticiários, falam por si quando o assunto é segurança pública. O cenário é de caos na capital paulista no quesito violência e as soluções não aparecem na velocidade que deveriam.

Segundo os dados do Governo do Estado, ao comparar o período de janeiro a outubro 2011 com o mesmo período em 2012, temos o seguintes números na capital paulista: vítimas de homicídio doloso, 870 (2011) para 1.157 (2012), ou seja, um crescimento de 32,99%. Os números ficam ainda mais preocupantes, se compararmos os números de vítimas de homicídio doloso apenas nos meses de outubro do ano passado, 82 vítimas e em outubro deste ano, 176, apontando um crescimento de 114,63% no número de homicídios.

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O número de vítimas de latrocínio cresceu em 15,38% comparando-se o período de janeiro a outubro dos anos de: 2011 (78 vítimas) a 2012 (90 vítimas). Os dados também apontam para o crescimento na ocorrência de estupros na capital na ordem de 31,23%; de tráfico de entorpecentes, aumento de 19, 73% e 11,35% de crescimento de roubos de veículos.

O descaso do governo tucano com a segurança pública é alarmante. Nem mesmo as frequentes manchetes nos jornais sobre mortes de policiais provocaram uma reação imediata e necessária para solucionar o problema. Não há uma política de valorização para estes profissionais que, além de mal remunerados, não recebem treinamento nem equipamentos adequados para que possam trabalhar com mais eficiência.

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Recentemente o jornal Folha de S.Paulo destacou que, mesmo há poucos dias para fechar um dos anos mais violentosem São Paulo- desde o final da década de 1990 – o governo de Geraldo Alckmin só havia aplicado 44,6% do previsto no Orçamento para investimentos na área de segurança pública.  Ainda de acordo com a matéria, dados do Sistema de Acompanhamento de Execução Orçamentária (Siafem) mostram que a Secretaria da Segurança Pública empenhou até a semana passada R$ 195,2 milhões dos R$ 437,9 milhões do Orçamento. E destaca que, se for considerar o valor liquidado (que efetivamente deixou os cofres), foram despendidos apenas R$ 36 milhões, ou 8,2% do planejado.

O que podemos esperar de um governo que não é capaz nem mesmo de acabar com o uso de celulares na cadeia?  Nomear um novo Secretário de Segurança Pública era no mínimo, necessário. Cabe agora ao senhor Fernando Grella Veira, assumir a gestão e tentar por ordem ao caos estabelecido. É preciso que o governo tenha uma visão focada em componentes preventivos, repressivos e que atitudes sejam tomadas na mesma velocidade do crescimento da violência e não a passos de tartaruga, como vimos até agora.

 

Isac Reis é deputado estadual pelo PT

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