Sem o poder público, entidades discutem revisão do Plano Diretor

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Alex da Força, Giba Marcelino e Wlad Farias durante reunião / Fotos/Eduardo Metroviche
Alex da Força, Giba Marcelino e Wlad Farias durante reunião / Fotos/Eduardo Metroviche

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Fernando Augusto

Uma reunião na Câmara Municipal, convocada por diversas entidades, iniciou nesta semana a discussão sobre a revisão do Plano Diretor de Cotia, que deve ser feita neste ano. Como a Prefeitura ainda não apresentou um projeto, as entidades já discutem o tema e pedem um cronograma para o poder público.

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As propostas já elaboradas, segundo os organizadores da reunião, buscam um crescimento sustentável, que preserve o meio ambiente na cidade. “Entre as propostas está a não verticalização, que é uma preocupação latente em todas as reuniões que fizemos até agora”, explica o ex-vereador Giba Marcelino, que preside o Instituto Vis Vida de Desenvolvimento Socioambiental.

Apenas dois vereadores comparecem

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Também foi proposta a criação de uma “zona de amortecimento” de 10 quilômetros, no entorno da Reserva do Morro Grande, para garantir a preservação da área, compensação ambiental para implantação de novos empreendimentos, entre outras.

A proposta mais polêmica deve ser a suspensão de liberação de novos empreendimentos imobiliários por três anos. De acordo com documento distribuído no evento, as novas liberações devem ocorrer “somente quando houver infraestrutura adequada no local, como saneamento, sistema viário etc.”
Wlad Farias, da ONG EcoExistir, explica como defende a compensação ambiental. “Aqueles que já degradaram áreas de proteção ambiental terão que ser responsáveis por projetos de compensação em outras áreas da cidade. Em contrapartida, os empreendimentos instalados a partir do novo Plano Diretor deverão estar de acordo com a legislação ambiental e, havendo necessidade, fazer a devida compensação”.

Plano de Cotia é cópia do de Guarulhos

A administração municipal de Cotia ainda não se envolveu na discussão. “Oficialmente ainda não se iniciou a discussão. O Plano atual está vigente desde 2007 e é cópia fiel do Plano de uma cidade aqui da região metropolitana. A revisão teria que ser feita ano passado”, diz Alex da Força, do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região.

De fato, o poder público da cidade ainda não demonstrou interesse. A reunião pública realizada na Câmara Municipal teve a participação apenas do presidente do Legislativo, vereador Marcos Nena (PSB) e do vereador de primeiro mandato Luís Gustavo Napolitano (PSDB).
Outras entidades que participaram, além das já citadas acima, são: Movimento de Defesa da Granja Vianna, Sindicato dos Bancários de Osasco e Região, In-pacto – Instituto de Proteção Ambiental, entre outras.

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