Seminário discute trabalho decente

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Gilberto Almazan, do Diesat, diz que falta diálogo
Gilberto Almazan, do Diesat, diz que falta diálogo

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Na última terça-feira, 22, aconteceu em Osasco o Seminário Regional sobre o Trabalho Decente. O evento reuniu entidades da sociedade civil e o poder público no debate pela construção de uma agenda municipal em prol do trabalho decente. A pauta contou com temas como saúde, melhorias salariais, desigualdade social e racial, trabalho infantil e informal.
O seminário foi realizado pela Prefeitura de Osasco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão (SDTI), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Para a secretária de Trabalho de Osasco, Mônica Veloso, o diálogo é uma das principais questões. “A construção do trabalho decente passa por um esforço coletivo, em que todos são responsáveis por consolidar e potencializar este conceito. É preciso ter uma sinergia entre poder público, empresas e trabalhadores”, afirmou. Em seu discurso, ela sugeriu a adoção de um sistema único de trabalho, como já acontece em alguns países.
Segundo a professora Marta Bergamim, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fesp-SP), também é preciso fazer um alerta sobre alguns grupos que sofrem para entrar no mercado de trabalho. “Temos que promover uma mudança de visão. As empresas não podem olhar para a periferia apenas como fonte de mão-de-obra barata”.
Já o presidente do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat), Gilberto Almazan, enfatiza que falta discussão. “As empresas não estão abertas ao diálogo.”, disse.

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