Sergio Luiz Leite: Temer escolhendo o pior para o Brasil

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Presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (FEQUIMFAR)

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O governo Temer começou, goste-se ou não dessa realidade. Os primeiros movimentos da nova ordem apontam para uma marcha galopante sobre os direitos dos trabalhadores.

Será preciso, sim, muito diálogo e negociação, mas, também, muita mobilização e pressão para corrigir o rumo adotado pelo presidente e seu principal ministro político, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

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Em meio às negociações em torno da reforma da Previdência Social, Padilha chamou a mídia para anunciar, despótico, que o projeto que o governo enviará ao Congresso vai estabelecer a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres poderem se aposentar.

Além de ser um gesto de profunda desconsideração com as tratativas em curso, realizadas entre as centrais sindicais e o próprio Padilha, no Palácio do Planalto, sob determinação do próprio Michel Temer, o projeto que ele diz estar pronto vai na direção do desmonte do pouco que se tem de proteção social no Brasil.

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É um verdadeiro acinte contra quem trabalha a vida inteira e projeta uma retirada minimamente digna. É deixar o trabalhador brasileiro, depois de 30, 35 anos de suor pessoal e contribuição em dinheiro, à sua própria sorte.

A opção pelo desmonte da Previdência, que se estende para as iniciativas que buscam jogar a CLT para a letra morta da lei, não irá levar ao caminho que, em discursos, Temer aponta: superar a crise econômica e criar empregos.

Ao contrário, transformar os trabalhadores em adversários e, até, inimigos de seu governo, só vai isolar o presidente a pequenos redutos da elite, fazendo da passagem dele pelo Palácio do Planalto um desastre de dimensões históricas.

É Presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (FEQUIMFAR)

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