“Se nós não estivermos organizados, essas propostas de reformas vão passar”, alertou José Elias de Gois, do Cissor / Foto: Leandro Conceição
“Se nós não estivermos organizados, essas propostas de reformas vão passar”, alertou José Elias de Gois, do Cissor / Foto: Leandro Conceição

Não ao retrocesso// Em evento, sindicalistas discutiram estratégias de luta contra reformas pretendidas pelo governo Temer

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Em seminário realizado na terça-feira, 7, em Carapicuíba, representantes de diversos sindicatos da região discutiram estratégias de mobilização para combater a perda de direitos dos trabalhadores com as reformas da Previdência e trabalhista, pretendidas pelo governo de Michel Temer.

A reforma previdenciária prevê, entre outras medidas, o estabelecimento de idade mínima de 65 anos para aposentadoria, considerada muito alta.

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As mudanças em pauta estabelecem que, para ter acesso à aposentadoria integral, o trabalhador teria de contribuir por 49 anos.

Na área trabalhista, o governo Temer pretende alterar a legislação para que o que for negociado com os sindicatos passe a valer mesmo que seja menos do que o previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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Os sindicalistas da região defendem que o negociado só se sobreponha ao legislado se houver mais vantagens ao trabalhador.

Além disso, o governo Temer quer autorizar a liberação para que as férias possam ser parceladas em até três vezes. Outra proposta em pauta é liberar a terceirização sem limites.

Também está em discussão a criação da jornada flexível, na qual o trabalhador só é chamado para trabalhador quando há demanda na empresa, e recebe proporcionalmente por isso, sem garantia de um salário fixo.

Organização e luta 

“O objetivo deste seminário é retomar as lutas, em consequência da crise que estamos vivendo, das agressões aos direitos dos trabalhadores. Nós, como dirigentes sindicais, temos essa atribuição, de discutir, definir propostas e levar para os trabalhadores”, afirmou José Elias de Góis, presidente do Conselho Intersindical de Saúde e Seguridade Social de Osasco e Região (Cissor), organizador do evento.

“A organização da sociedade é extremamente necessária. Se nós não estivermos organizados, essas propostas de reforma vão passar, porque o governo tem facilidade, tem o controle do Congresso”, completou Gois.

Ele alerta ainda que, “além das reformas, querem destruir esse instrumento de defesa da classe trabalhadora, que são as entidades sindicais”.

O evento também reuniu representantes de sindicatos como Metalúrgicos de Osasco e Região, Comerciários, Bancários e Gráficos, e da Frente Brasil Popular.

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