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Sindicatos realizam ato em memória das vítimas de acidentes de trabalho em Osasco e região

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Ato foi realizado na quinta-feira (28) / Foto: Divulação

O Conselho Intersindical Saúde e Seguridade Social Osasco e Região (Cissor) e sindicatos filiados promoveram, na última quinta-feira (28), um ato em memória das vítimas de acidente e doenças do trabalho. O tema é pano de fundo do livro “Rosca sem Fim”, lançado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região.

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Na abertura do ato, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Gilberto Almazan, disse que a situação caótica por trás dos acidentes, como a falta de prevenção e fiscalização, comprova o distanciamento do Estado brasileiro das relações do trabalho.

“Num primeiro momento com a reforma trabalhista que precarizou e muito as relações de trabalho, que aumentou o número de acidentes, inclusive os graves e fatais. Depois com o fechamento do Ministério do Trabalho. Isso deixou claro que não ia tratar destas questões, quando trata é com o viés do capital, do empresário para precarizar ainda mais o trabalho”, destacou Ratinho, na ocasião.

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O ato denunciou a situação de desmonte de estruturas importantes para o combate aos acidentes de trabalho, como a Gerência Regional do Trabalho, em Osasco. Para atender a região, que compreende 15 municípios, o número ideal de auditores fiscais para fiscalizar acidentes seriam 58. No melhor momento, a região contava com 27 e, hoje, não tem auditor, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos.

“Até o início do mês de abril, a Gerência estava funcionando de portas fechadas, sem Gerente Regional e sem chefia de fiscalização. Hoje, quem for lá vai dar com a “cara na porta”, porque está funcionando no prédio da Previdência Social em Osasco, sem nenhum contato físico com o público”, disse Carlos Aparício Clemente, coordenador do Espaço da Cidadania.

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Além do ato, o Cissor entregou à Comissão dos Direitos Humanos da Alesp, também na quinta-feira, um documento que denuncia a precariedade e a falta de segurança nas empresas da região. “Saímos de lá com um pedido de audiência pública sobre acidentes de trabalho”, afirmou o presidente do Cissor, Elias de Gois.

Livro Rosca sem Fim

O resultado deste desmonte e enfraquecimento da fiscalização de acidentes é possível ser observado no Livro “Rosca sem Fim – Basta de Mortes, Acidentes e Doenças do Trabalho”, lançado pelo Sindicato, no final do Ato Intersindical.

Com 128 páginas e uma linguagem simples, a obra reúne acidentes graves e fatais que aconteceram nos últimos 40 anos. Muitos mutilaram e outros tiraram a vida dos trabalhadores, que tinham em média, de 33 anos.

O Sindicato dos Metalúrgicos destaca que a publicação é um alerta, um pedido de socorro que, além de ajudar a ecoar a voz das vítimas e seus familiares, denuncia o papel desempenhado pelos Ministérios do Trabalho e da Previdência Social nestas últimas quatro décadas, bem como as investigações dos acidentes que ocorreram.

A capa do livro é composta com uma ilustração do artista plástico Elifas Andreato, que, aos 14 anos, trabalhava numa metalúrgica e criou arte com suas próprias digitais para alertar os trabalhadores sobre os riscos dos acidentes.

Participaram da organização do Ato, os seguintes sindicatos: metalúrgicos, comerciários, servidores, motoboys, motoristas, ferroviários, trabalhadores de concessionarias, frentistas, gráficos, vigilantes, trabalhadores em refeições coletivas, trabalhadores da construção civil. Bem como MODEPHAC – Movimento em Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Osasco, FeNAdv – Federação Nacional dos Advogados, Abrea – Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto, AEIMM – Associação dos Expostos e Intoxicado por Mercúrio Metálico e UAPO – União dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Osasco e Região.

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