SinHoRes Osasco desencadeia ação para impedir que restaurantes e famílias do país paguem pelo alho mais caro do mundo

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Em 15 de maio, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Osasco e região (SinHoRes Osasco) enviou ofício à Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Alimentos (ABRAFOOD), se posicionando contra a taxa antidumping. O documento será destinado ao Ministério da Agricultura e Ministério da Economia.

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De acordo com o sindicato empresarial, cerca de 10 kg do alimento é consumido por segundo no Brasil e, mesmo com a grande demanda, o país não é autossuficiente no cultivo do alimento devido ao seu clima.

O Brasil é o país que mais paga caro pelo alho no mundo. De acordo com a ABRAFOOD, o quilo do alho na China é de R$ 3,51; na Espanha é R$ 5,46; e na Argentina, R$ 5,85. Mas, no final do ano passado, o preço do alho nos supermercados brasileiros foi, em média, R$ 35,53. Uma diferença em percentual que chega a 700%.

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Segundo a entidade, essa diferença acontece devido à Lei do Protecionismo, vigente desde 1996, mecanismo que dificulta a entrada do produto de outros países com tributos exorbitantes.

O presidente do sindicato patronal, Edson Pinto, diz que “o SinHoRes é favorável aos pequenos produtores, que tenham incentivos e sejam protegidos dessa concorrência desleal com outros países. No entanto, neste caso, cerca de 70% da produção do alho nacional está nas mãos de 15 grandes produtores. Este cenário tem que mudar, pois os prejudicados nessa história são os consumidores”, explica.

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