Solidariedade por um novo desenvolvimento

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Na semana passada uma imagem chocou a humanidade: a fotografia de Aylan Kurdi, uma criança Síria indefesa que morrera afogada na Turquia. O pai do menino, único sobrevivente de mais uma tragédia, fugiu de sua pátria e buscava refúgio juntamente com sua esposa e o outro filho.
A fotografia estampada nos jornais e na sequência o choro do pai no enterro de sua família calou fundo e certamente são provas incontestes de que muita coisa está literalmente “fora da ordem mundial”.
Que mundo é este onde acompanhamos diariamente as mercadorias cruzando todas as fronteiras com enorme facilidade, ao passo que se erguem muros e barreiras entre os homens e que cada vez estão mais intransponíveis?
São muros erguidos por força de tantas guerras injustificáveis. São muros da exclusão econômica. São muros do ódio. São muros da intolerância que separam povos e culturas e que relegam pessoas a serem consideradas cidadãos de segunda classe e cujo lugar oferecido é a indiferença.
Diariamente temos assistido pelos canais de televisão a peregrinação de milhares de pessoas que tentam recomeçar suas vidas fora de suas nações e até a semana passada recebiam apenas o não como resposta das ricas nações europeias.
A foto do pequeno Aylan despertou um sonoro grito que fez tremer as autoridades governamentais e, na sequência, algumas medidas começaram a ser tomadas de modo que ao menos fosse atenuado o sofrimento de tanta gente, vítimas do que já é considerado o maior fluxo migratório depois da segunda grande guerra mundial.
O nosso país que no passado já recebeu de braços abertos tantos imigrantes de diferentes nações e que mais recentemente passou a abrigar milhares de Haitianos sabe o quanto é importante valorizar e fortalecer os laços de solidariedade entre os povos.
E solidariedade é uma palavra que a nossa cidade aprende a conjugar cada vez mais por meio de uma série de ações que desenvolvemos na nossa Secretaria.
É por isso que estou convencida que somente à solidariedade possibilita criar um novo desenvolvimento. Afinal de contas, a Economia Solidária é uma oportunidade singular para o desenvolvimento de negócios, trabalho e renda fazendo com que cada vez mais possa brotar a esperança que “um outro mundo de fato é possível”.

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Mônica Veloso é diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco

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