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Superintendência e MPT assumem compromisso por segurança de trabalhadores de Osasco e região

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trabalhadores sindicato dos metalúrgicos osasco
Encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região / Foto: Divulgação

Durante uma reunião realizada nesta quinta-feira (9), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, a Superintendência Regional do Trabalho, o Ministério do Trabalho e o Cerest-OR (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – Osasco e Região) se comprometeram com questões de fiscalização e prevenção de acidentes e doenças do trabalho.

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O acordo marca um capítulo importante na luta por segurança e saúde dos trabalhadores da região. Entre os compromissos assumidos estão: investigação do MPT sobre as metalúrgicas da região que tiveram vítimas fatais da covid-19; além da fiscalização por parte do Ministério do Trabalho de acidentes relacionados em documento, como o ocorrido numa empresa em Santana de Parnaíba, que “engoliu” e provocou a morte de um trabalhador recentemente.

“O que nós queremos é o diálogo e através dele minimizar as mortes e sofrimento dos trabalhadores. Este é o início das ações que vamos realizar daqui para frente com o MTb e MPT”, destacou José Elias de Gois, presidente do Cissor (Conselho Intersindical de Saúde e Seguridade Social de Osasco e Região).

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O compromisso foi firmado junto ao Superintendente Regional do Trabalho de São Paulo, Marco Antônio Melchior, e a Procuradora Regional do Trabalho de Barueri, Osasco e Região, Damaris Salvioni.

Melchior disse que está concentrando esforços para manter Osasco com uma Gerência Regional do Trabalho e compartilhou as dificuldades que tem enfrentado em relação a espaço e déficit de servidores. “Estamos fazendo o possível, principalmente aqui em Osasco. A situação é difícil. Por isso estou aqui e estou preparado para ouvir as angústias de vocês. Mas estou aqui para tentarmos encontrar uma solução”, disse.

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A criação de um Termo de Cooperação entre sindicatos, Superintendência, MPT e Cerest-OR (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – Osasco e Região) contra acidentes também foi discutido e será criado em breve.

Documento intersindical destaca déficit de auditores

“A maior dificuldade é a falta de auditores fiscais, e de concurso público”, enfatizou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Gilberto Almazan (Ratinho). O déficit de auditores fiscais é a principal crítica dos sindicatos. Isto porque, sem fiscalização, a prevenção nos ambientes de trabalho fica prejudicada.

Documento produzido pelos sindicatos e entregue ao Superintendente mostra que “há 26 anos (por volta de 1996), a GRTE/Osasco tinha 27 auditores fiscais. Hoje, diz ter apenas quatro. Destes, três com foco em Legislação Trabalhista e um em Saúde e Segurança do Trabalho, porém exercendo atividades restritas. Isto é, hoje, não existe nenhum auditor para fiscalizar os acidentes na região”.

O mesmo teor do documento foi entregue à Comissão de Direitos Humanos da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), nas Federações e nas Centrais Sindicais. Os sindicatos se organizam para levá-lo à Câmara dos Deputados.

Participaram do Encontro representantes de diversas categorias, entre elas: metalúrgicos, comerciários, ferroviários, químicos, frentistas, motoboys, motoristas de transportes, servidores, construção civil, vigilantes, entre outros. Bem como representantes da Abrea e da FeNAdv.

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