Termina a greve dos bancários; veja o acordo fechado

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Agência que aderiu à greve em Osasco. Foto: Eduardo Metroviche

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Os bancários decidiram em assembleia nesta segunda-feira, 6, pelo fim da greve em São Paulo, Osasco e 15 municípios da região. A Fenaban apresentou neste sábado, 3, ao Comando Nacional dos Bancários proposta de 8,5% (aumento real de 2,02%). Piso de 9%, o que representa aumento real de 2,5%.

“Fizemos uma greve forte durante sete dias, que mobilizou os trabalhadores e fez com que os bancos mudassem sua posição. Conquistamos reajuste de 8,5% e piso de 9%. Com esse índice, em 11 anos, são 20,7% de ganho real nos salários e 42,1% nos pisos. Tivemos ainda valorização da PLR, além de um reajuste expressivo para o vale-refeição”, destaca a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira. “Também conquistamos cláusula contra metas na Convenção Coletiva de Trabalho e o Sindicato vai cobrar de cada banco avanços em relação a isso”.

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PLR
A regra básica da Participação nos Lucros e Resultados será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.838. Assim, a parte fixa, que em 2013 foi de R$ 1.640, será reajustada em 8,5%, o que significa aumento real de 2,5%. A regra determina ainda que devem ser distribuídos no mínimo 5% do lucro líquido. Se isso não acontecer, os valores de PLR devem ser aumentados até chegar a 2,2 salários.

Reajuste Vale Refeição
O vale refeição será de R$ 26,00 por dia, com reajuste de 12% e 5,5% de ganho real.

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Dias parados
Haverá compensação dos dias parados em uma hora até 7/11 para funcionários que tem uma jornada de 8 horas e até 31/10 para trabalhadores que tem jornada de 6 horas. Aquilo que não for compensado será abonado.

Metas
Os bancos se comprometeram a incluir na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) uma cláusula que prevê o monitoramento de resultados – o nome que dão para a cobrança por metas – com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho. Caso isso não aconteça, deverá ser denunciado ao Sindicato via instrumento de combate ao assédio moral e agora às metas abusivas.

As principais reivindicações dos bancários:

  • Reajuste Salarial de 12,5%, sendo 5,8% de aumento real (inflação de 6,35%)
  • PLR – três salários mais parcela adicional de R$ 6.247
  • Piso salarial – Salário mínimo do Dieese (R$ 2.979,25)
  • Vales Alimentação, Refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá  – Salário Mínimo Nacional (R$ 724 cada);
  • Fim das metas abusivas e assédio moral – A categoria é submetida a uma pressão abusiva por cumprimento de metas, que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários
  • Emprego – Fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e precarização das condições de trabalho
  • Mais segurança nas agências bancárias

Proposta Fenaban (dia 03/10):
Reajuste de 8,5% (2,02% de aumento real)
Piso escritório após 90 dias – R$ 1.796,45 (2,5% acima da inflação).
Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.426,74 (2,37% de aumento real).
PLR – Reajuste de 8,5% nos valores fixos na regra
Auxílio-refeição – R$ 26,00 (reajuste de 12,2%, com 5,5% de ganho real)
Auxílio cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 431,13.

Como é hoje:
Piso escritório após 90 dias – R$ 1.648,12
Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.229,05
PLR – Regra básica: 90% do salário + 1694 (podendo chegar a 2,2 salários) e parcela adicional: 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores
Auxílio-refeição – R$ 23,18.
Auxílio cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 397,36.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 330,71.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 282,91.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 358,82.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 306,95.

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