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Uber é “trabalho escravo”, diz diretor do Sindicato dos Taxistas de Osasco

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O diretor do Sindicato dos Taxistas de Osasco Claudenir da Silva Alcebíades, o Maritaca

Durante audiência pública na Câmara de Osasco dia 26, quarta-feira, o diretor do Sindicato dos Taxistas, Claudenir da Silva Alcebíades, diretor do Sindicato dos Taxistas de Osasco, comparou o serviço de transporte oferecido por meio de aplicativos como Uber e 99Taxis, a “trabalho escravo”.

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Um projeto de regulamentação do Uber e similares na cidade tramita na Câmara Municipal. Os taxistas defendem a proposta por, avaliam, fazer com que os prestadores de serviço também paguem a pagar encargos, assim como os taxistas, aumentando a competitividade no setor.

Também tramita no Congresso Nacional um projeto que aproxima os aplicativos de transporte individual das regras aplicadas aos táxis em todo o país.

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“Os motoristas que trabalham nas empresas do aplicativo trabalham 18 horas, 20 horas por dia. Eles não têm uma condição de autonomia, o que o taxista tem”. E acrescentou, “se o motorista do aplicativo faz uma corrida até Guarulhos, ele não pode voltar vazio, porque o custo é baixo e não suficiente para pagar o combustível. Isso é trabalho escravo”.

Sobre a qualificação dos profissionais que trabalham com o aplicativo, Luiz Antônio da Silva, Presidente da Federação dos taxistas do Estado de São Paulo, foi enfático ao afirmar que “o indivíduo baixa o aplicativo, faz um cadastro, apresenta uma descrição do veículo e passa a fazer corridas. Não há uma qualificação, uma reciclagem, uma fiscalização do poder público ou pagamento de impostos. Para o motorista de aplicativo, aquele serviço é um ‘bico’”.

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A audiência pública na Câmara de Osasco foi realizada dia 26 a pedido dos taxistas. As empresas que prestam serviço de transporte individual por meio de aplicativo não enviaram representantes.

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