Um apaixonado por sinuca

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foto: Eduardo Metroviche
foto: Eduardo Metroviche

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Leandro Conceição

Há cerca de 10 anos o ex-vendedor de linhas telefônicas Jabson Bispo de Lisboa via uma oportunidade de sair das dificuldades financeiras geradas pela privatização das telecomunicações – que baixaram muito os preços de telefonia – investindo, junto a um amigo, em um snooker bar na avenida dos Autonomistas, no Centro de Osasco. Conta que nunca havia se interessado pela sinuca.

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Hoje ele é o proprietário único do empreendimento, o Jajá Snooker Bar. Dá aulas, patrocina jogadores em competições por todo o país e é filiado a entidades como a Federação Paulista de Sinuca e a Confederação Brasileira de Sinuca.

“Futuro da sinuca é promissor”

Diz que não se vê mais longe do esporte. “É muito dinâmico e tem se profissionalizado, crescido cada vez mais no país”, afirma Jajá.
Ele lembra que “a sinuca já foi muito discriminada, porque era associada à malandragem, a apostas”. Mas a realidade mudou: “Hoje, os grandes clubes, como São Paulo, Palmeiras, estão investindo em formar atletas, porque sabem que o futuro da sinuca é promissor”.

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Atualmente são poucos os profissionais que vivem só da sinuca. “Eles vivem de dar aulas, de apresentações. A renda com competições ainda é pouca”.
O sonho dos entusiastas é que a sinuca seja incluída nas Olimpíadas. “Isso é de suma importância. E precisaremos de atletas para nos representar”, avalia Jajá.

Para se tornar um jogador profissional de sinuca, a fórmula é a mesma dos outros esportes: muito treino e dedicação. “Os treinos chegam a seis horas por dia”.

No momento, o time de Jajá se prepara para disputar o 1º Open Paulista de Sinuca, em maio. São oito jogadores na equipe do osasquense, entre eles o ex-campeão brasileiro Jaime de Oliveira, o Ratinho.

O time conta com seis patrocinadores: Grupo Manifarma, Bilevel Veículos, Sport Center Lopes, Clube Hortência, Hotel Autonomista e Lavanderia Cipava.

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