Um fracasso da humanidade

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A situação de agravamento do conflito entre Israel e a Palestina, que vem mobilizando as atenções do noticiário internacional, expõe uma dolorida ferida do mundo moderno.
Apesar do fundo religioso que permeia o cenário bélico, no final das contas a guerra diz respeito um componente mundano: o domínio de território. A despeito das diferenças políticas e das alegadas fronteiras, o fato é que em toda a região, na faixa de Gaza, na Palestina e até mesmo em áreas notoriamente israelenses, muçulmanos e judeus tentam viver um dia-a-dia de rotina e normalidade. Frivolidades que os governos de ambas as nações – no caso palestino, nem sempre o governo, mas com a permissividade deste, o grupo extremista Hamas – insistem em sobrepujar, com bombas, mortos e feridos.

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“São obsoletas e injustificáveis as razões que impedem o cessar fogo”

Independente da brutal diferença de poderio bélico entre Israel e Palestina; e indiferente à violência com que os extremistas do Hamas insistem em provocar o estado de Israel, cada vez mais ficam para trás, obsoletas e injustificáveis, as razões que impedem o cessar fogo e a discussão ajuizada, sensata e pautada no direito à vida de todos os povos.

Agora, a batalha chegou definitivamente às redes sociais, travestida de imagens de crianças assassinadas por ataques, notoriamente aqueles de iniciativa israelense. Mas elas são apenas mais um elemento. Que se soma à própria intransigência das nações; ou ao fato de que nenhum organismo internacional, até hoje, obteve sucesso em mediar uma paz duradoura para a região. Tudo para compor um quadro de flagrante e total fracasso da humanidade. Do ser humano enquanto espécie, e sua incapacidade de se colocar na condição do outro; de tolerar o diferente; de buscar o meio termo em nome de proteger a vida e o direito do próximo.
E o que é pior, escondendo-se na religião, na mesquinharia econômica, ou na fragilidade da posse para justificar o extermínio e a violência.

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