Um pintor de luz, negritudes e retratos

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317418_1549872763691_461003William Galvão

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Em cartaz até 6 de janeiro na Galeria de Artes do Teatro Municipal de Barueri, a exposição A Sagrada Cor, do artista plástico de Carapicuíba Moacir Ricardo, traz uma coleção de releituras dos chamados “artistas de luz”, como Caravaggio, Boticcelli e outros representantes da Renascença (Século XIV ao XVII).

“Deixei meu trabalho e comecei a pintar”

Natural da capital paulista, Moacir mora em Carapicuíba há 18 anos, depois de sair de Alphaville, em Barueri. “É um bairro apenas visual, aquilo tudo cansa. Vim morar na periferia de Carapicuíba e me sinto muito bem, tenho mais contato com as coisas, com as pessoas em si, é outra vida”. Pai de três filhos homens, o artista conta como surgiu a exposição: “A curadoria do TMB observa meu trabalho há um tempo, me pediram para selecionar quadros que se encaixassem no tema mais natalino por conta da época”. Surge então A Sagrada Cor, com direito a uma sessão de Consciência Negra que, segundo Moacir, é sua preferida. “É a minha pincelada favorita, também tem alguma coisa minha nesse sentido no Grande Otelo (teatro em Osasco)”, diz.

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Antes de trabalhar com artes plásticas, Ricardo passou por empregos mais administrativos como auditor fiscal, auditor de renda, gerente de empresas comerciais e, atualmente faz um trabalho comercial paralelo no Rancho da Hípica, em Carapicuíba. Nas artes plásticas, começou de fato em 1999. “Deixei meu trabalho, na época eu era gerente de uma empresa grande em Alphaville, e comecei a pintar em uma casa kardecista, de onde vem a maior parte da minha inspiração”, afirma.

No ano 2000, a empresa de telefonia Telefônica, fez uma seleção de suas obras com temas afros para uma coleção específica de cartões telefônicos para o mês da Consciência Negra. “Foram milhares de cartões vendidos. Eles circularam tanto no Brasil quanto em Portugal”. Além de releitor do Renascimento e amante da pintura negra, Moacir também nutre amor pelo retrato. “Gosto muito de fazer retrato, inclusive já fiz retratos de Beth Carvalho, Martinho da Vila, Juca Chaves e Jorge Aragão”.
Aos 59 anos, Moacir Ricardo revela estar vivendo um período mais tranquilo de sua vida. “Faço pintura, apesar de não ser meu primeiro plano. Eu trabalho comercialmente ainda, mas é em um restaurante, bem mais tranquilo”.

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