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Uma viagem a Florença e Veneza

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Foto: Ana Trino

No primeiro texto sobre turismo falei sobre Roma, para onde viajei na companhia da minha filha Ana Carolina em janeiro, inverno na Europa. Como estávamos lá, decidimos dar uma esticadinha até Florença e Veneza. Para esses trechos, fizemos as viagens de trem (www.thetrainline.com/), saindo do Terminal Termini.

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As passagens de trem podem ser compradas na hora. As passagens compradas com antecedência são mais baratas. Os trens são limpos, organizados, com espaço para bagagens e contam com serviço de café e lanches, com carrinhos passando pelos corredores. O usuário pode também ir ao vagão restaurante.

PRIMEIRA PARADA

Florença, capital da região Toscana, abriga muitas obras de arte e arquitetura renascentistas. Nossa passagem pela cidade foi como um relâmpago, apenas um dia e uma noite. Mesmo na correria, visitamos a Piazzale Michelangelo, um dos espaços preferidos para uma vista panorâmica da cidade.

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A Piazzale Michelangelo é uma praça com estacionamento para carros que costuma ficar lotada. Mas nada que impeça encontrar um bom lugar para fazer fotos ou admirar a cidade. No local também tem binóculos, que funcionam por 1 euro.

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Foto: Ana Trino

Muitas pessoas vão munidas com garrafa de vinho e comidinhas para curtir o pôr-do-sol. Há bancos de concreto na praça, assim como as escadarias. Aliás, se não usar o transporte público ou táxi para chegar à praça, esteja preparado para enfrentar um caminho íngreme até lá.

Outra informação: em Florença faz muito frio. Ok! Viajamos no inverno, mas estávamos em Roma, praticamente ao lado, e não sentimos tanto a temperatura quanto em Florença. Caso viaje no inverno, leve toucas, luvas e cachecóis. Eles farão falta.

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Foto: Ana Trino

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Em Florença, um dos pontos turísticos mais procurados é o Duomo, catedral com cúpula de telhas de terracota, projetada por Brunelleschi, e o campanário de Giotto. A catedral você consegue ver sua cúpula da Piazzale Michelangelo.

A Piazza dela Signoria também é essencial para quem quer conhecer Florença. Lá estão o Palazzo Vecchio, a Loggia dei Lanzi, a Fontana del Nettuno, o Gucci Museo e a cópia de David, de Michelangelo.

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Florença / Foto: Ana Trino

Ao redor da praça há inúmeros bares e restaurantes. Mangia che ti fa bene! Todos apaixonados por carne devem experimentar a famosa Bistecca alla Fiorentina. O monumental corte de carne virou o verdadeiro símbolo da culinária local.

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Diz a lenda que a tradição da bisteca nasceu ao redor de 1500, durante as festas públicas em homenagem a San Lorenzo (São Lourenço), um dos santos padroeiros de Florença, na praça que leva seu nome. Como os florentinos tem um humor muito peculiar, a forma de homenagear o santo, era fazer um grande churrasco. Bendito San Lorenzo, porque a bisteca é uma das maravilhas do mundo para quem gosta de carne.

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Foto: Ana Trino

Ainda falando sobre comer bem, Florença tem inúmeros cafés – locais aconchegantes com boa comida e variedade em bebidas (cafés, chocolates) – em vários pontos. Então dá para fazer uma pausa, tomar um capuccinho, aquecer-se e seguir adiante. Ah, e se ouviu falar que os italianos criticam quem toma capuccinho à tarde, desconsidere. Em Florença, os italianos querem te conhecer, saber do Brasil, do carnaval e das praias.

Também em Florença visitamos a fábrica de perfumes (Officina Profumo-Farmaceutica), uma das primeiras farmácias do mundo, que funciona desde 1221. Mesmo que não tenha interesse em comprar, tire um tempinho para visita-la.

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E não poderia faltar os vinhos, afinal estávamos na Toscana. Entramos numa loja especializada, onde havia degustação, aula sobre harmonização, azeites, molhos e muitos vinhos, com funcionários dispostos a explicar tudo sobre eles, contar-lhes a história sobre a sua produção, descrever os sabores e as notas. Atendimento muito bom, tanto que perdi a minha filha por cerca de uma hora. Ela voltou com 2 garrafas nas mãos. Estava no subsolo tendo uma aula sobre vinhos.

SEGUNDA PARADA

Seguindo nossa viagem de trem, o nosso próximo destino: Veneza. Vou avisando: quando você sai da estação de trem, já fica impressionado com a cidade, capital da região de Vêneto, formada por mais de 100 pequenas ilhas em uma lagoa no Mar Adriático.

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Veneza / Foto: Ana Trino

Veneza não tem estradas, apenas canais (como a via Grand Canal), repletos de palácios góticos e renascentistas. Quer usar o transporte público, ele é um barco. Polícia, ambulância e entregas são feitas de barco, algo totalmente diferente para nós. As ruas da cidade são estreitas e mudam apenas quando cruzam sobre o canal, porque daí há uma ponte.

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Na Praça Central (Piazza San Marco) ficam a Basílica de São Marcos, coberta de mosaicos bizantinos, e o campanário, com vista para os telhados vermelhos da cidade. O acesso à Basílica é cobrado, assim como de outras áreas internas, portanto fique atento às placas de orientação.

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Foto: Ana Trino

O comércio da cidade é bastante movimentado. Nas lojas há máscaras típicas de Veneza com muitas cores e brilho; também há peças em murano tanto de decoração como colares, pulseiras e brincos.

Foto: Ana Trino

Em vários cantos, o turista é abordado por homens com blusas listradas, chapéu e sorrisos, oferecendo passeios de gôndolas. Há várias empresas que oferecem o serviço, com áudio-guia para você receber informações sobre a cidade, os canais e as curiosidades. Lógico que não resistimos e embarcamos na aventura. São até quatro pessoas por gôndola, mas dá para contratar passeios para casal ou individual. É mais uma novidade para ser experimentada. Ficamos dois dias em Veneza, retornamos a Roma (4 horas de viagem de trem), para então voltar ao Brasil. Foi corrido e valeu cada segundo.

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Por Simone Trino