Ver claro, agir com firmeza

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Concordo com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, quando afirma com preocupação que os primeiros 90 dias deste ano serão decisivos para os rumos da economia em 2013 e da política em 2014.

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Neste curto período que coincide com o meio do mandato presidencial as tensões serão fortes e o choque entre o bloco desenvolvimentista e o bloco dos agiotas e rentistas (com seus porta-vozes da grande imprensa e formadores de opinião) revestirá um acirramento quase espasmódico; os agiotas estão desesperados com a queda dos juros e a perda de posições, mas continuam fortes.

A complexidade da conjuntura atual que preenche o primeiro trimestre deste ano consiste em que a transição para um modelo menos financeirista e mais estável ainda não se completou, a crise na economia mundial persiste e os fatores intangíveis da nossa economia são objeto de fortes discussões.

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Conseguirão os trabalhadores fazer avançar sua pauta reivindicatória unitária? O governo arbitrará com correção e presteza as diferentes exigências do crescimento e do planejamento? E ao fazê-lo, compreenderá a importância decisiva da interlocução com o movimento sindical? Os empresários produtivos, induzidos pelo investimento público, investirão com força na aceleração da economia? Os agiotas e os rentistas (e todos os seus porta-vozes) serão isolados e desmascarados como atletas do caos? A lista seria grande.

Perante os desafios – manutenção de empregos, aumento de renda dos trabalhadores e garantia e ampliação de direitos – o movimento sindical não vai ficar como espectador; será agente ativo.

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Uma coisa é certa: ele já tem sua plataforma e seu mapa da mina. É a plataforma unitária da CONCLAT do Pacaembu, atualizada, e a grande manifestação em Brasília de confrontação com os rentistas e o retrocesso, de apoio às medidas favoráveis e de exigência de novos avanços que fortaleçam a posição dos trabalhadores no bloco desenvolvimentista e na sociedade com clareza e firmeza.

João Guilherme Vargas Neto, consultor sindical

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