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Vereador da região flagrado ficando com parte do salário de assessor perde direitos políticos por 8 anos

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A juíza Graciella Lorenzo Salzman, da Comarca de Barueri, condenou o vereador de Santana de Parnaíba, Evanilson Martins, o Nilson Cadeirante (PHS), à suspensão dos direitos políticos por oito anos e perda de função pública.

O parlamentar – que é segundo secretário da Câmara Municipal – é acusado de extorquir um de seus funcionários comissionados, ficando com parte do salário. Nilson terá que ressarcir também valores em dinheiro à vítima. Cabe recurso ao acusado.

O caso aconteceu em 2013, mas tornou-se público em janeiro de 2014. Em um vídeo divulgado pela imprensa, Nilson é visto supostamente recebendo parte do salário do assessor comissionado Erivelto da Silva Carvalho.

A gravação foi entregue ao Ministério Público que iniciou as investigações. De acordo com a acusação, Nilson exigia parte dos vencimentos do assessor como garantia de permanência no cargo. O pagamento teria iniciado em maio e perdurado até o mês de novembro. Quando se recusou a dividir também o 13º salário com o vereador, Erivelto foi exonerado.

ELEITO E REELEITO

Nilson Cadeirante foi eleito em 2016 para seu segundo mandato como vereador. Membro da base governista, o parlamentar recebeu naquele ano 657 votos. E apesar da condenação o vereador segue normalmente com suas rotinas na Casa de Leis. Na última sessão Ordinária, realizada no dia 12 de junho, ele esteve no plenário e registrou presença no painel.

Segundo o departamento jurídico da Câmara Municipal de Santana de Parnaíba, o Regimento Interno prevê que perda do cargo se dará apenas depois que o caso estiver transitado e julgado e todos os recursos esgotados. Já o presidente da Câmara Municipal, Marcos Tonho (PSDB), informou que não chegou à Casa de Leis qualquer determinação para o afastamento de Nilson. “Se vier a ordem judicial a gente cumpre. Até lá ele segue com os trabalhos normalmente”, explicou.

Tonho reforçou que, apesar da condenação, cabe recurso em segunda instância ao vereador. Ele lembrou ainda que uma Comissão chegou a ser instaurada na Casa para investigar o caso. À época, os demais vereadores optaram pela absolvição de Nilson.

A reportagem procurou Nilson Cadeirante por telefone em seu gabinete e via celular. Até o fechamento desta edição não conseguiu contato com ele ou com algum assessor.

A íntegra da condenação pode ser lida Aqui

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