Vereadores presos e investigados continuam candidatos em Carapicuíba

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Vereadores presos continuam candidatos em Carapicuíba
Carlos Japonês, Jefferson Macedo e Nenê Crepaldi, três dos acusados na Operação Pasta Vazia

Vereadores presos continuam candidatos em Carapicuíba
Carlos Japonês (PPS), Jefferson Macedo (PSDB) e Nenê Crepaldi (PPS)

Presos preventivamente no último dia 23, os vereadores de Carapicuíba Carlos Japonês, Nenê Crepaldi, ambos do PPS, e Jefferson Macedo, do PSDB, continuam na disputa eleitoral para a reeleição, que acontece no domingo, 2 de outubro.

Nenê Crepaldi é o único réu no processo criminal da “Operação Pasta Vazia” que está em regime domiciliar por colaborar com a investigação. O parlamentar fez delação premiada, confessou os atos criminosos ao quais está sendo processado e, para o Ministério Público, não se faz mais necessária a prisão.

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Os três tiveram suas candidaturas deferidas pela Justiça Eleitoral e podem disputar uma das 17 cadeiras na Câmara de Carapicuíba para o pleito que se inicia em 2017.

Também foram detidos os vereadores Elias Cassundé (PPS), Paulo Xavier de Albuquerque (PSDB) e a ex-diretora de Recursos Humanos da Prefeitura de Carapicuíba, Elaine Cristina Pereira. Além disso, o ex-candidato a prefeito Everaldo Francisco da Silva (PT) e o ex-deputado estadual Isac Reis (PT) estão foragidos.

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Eles são acusados de fraudar processos seletivos para preencher cargos públicos com apadrinhados políticos, de acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público.

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, vereadores e servidores do executivo integravam um esquema para dispensar concursos públicos e nomear apadrinhados para cargos na área da saúde, além de definir quem receberia um benefício pago a pessoas desempregadas. As promotoras do caso estimam que o esquema funcionava pelo menos desde 2013.

Cerca de 1,3 mil pessoas teriam sido contratadas por meio de fraudes, segundo apuração do Ministério Público de São Paulo.

PPS suspende vereadores

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Por meio de nota, o PPS-SP suspendeu os vereadores Carlos Japonês, Nenê Crepaldi e Elias Cassundé, que são filiados ao partido. “Por determinação da Direção Executiva do PPS, os vereadores tiveram as filiações ao partido imediatamente suspensas até que se apurem todas as responsabilidades”, declara, em nota, o presidente do PPS-SP, Davi Zaia, que é deputado estadual. “Não compactuamos com ilegalidades, defendemos a investigação rigorosa dos fatos e punição exemplar a todos os envolvidos”.

Psol pede a cassação do mandato dos vereadores 

O Psol de Carapicuíba protocolou um pedido de cassação dos quatro vereadores presos na investigação do Ministério Público por quebra de decoro parlamentar. Nesta terça-feira, 27, os militantes do partido fazem ato na Câmara Municipal da cidade em reforço ao pedido.

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