“Vivemos a naturalização da morte de pessoas negras”, lamenta Silvio Almeida

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Silvio Almeida e a apresentadora Luciana Barreto / Foto: Divulgação

Na noite desta sexta-feira (6), às 22h30, o programa “CNN Nosso Mundo” recebe o jurista, consultor, advogado e professor Silvio Almeida.

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Doutor e Pós-Doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da USP, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Silvio Almeida vai debater o tema: “Por que o racismo ainda resiste em nossa sociedade?”.

O “CNN Nosso Mundo” levantou dados preocupantes para enriquecer o assunto central do programa: 7 a cada 10 pessoas assassinadas no Brasil são negras e 8 a cada 10 pessoas mortas pela polícia também são negras.

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Segundo Silvio Almeida, a sociedade, infelizmente, encara essas estatísticas com naturalidade. “Vivemos a naturalização da morte de pessoas negras”, afirma ele que tem se destacado nos últimos anos por artigos e livros nas áreas do direito, da ética, economia política e das relações raciais. Seu livro “O que é racismo estrutural?” é considerado um dos mais importantes estudos recentes no campo dos estudos sobre raça e racismo.

Silvio Almeida, que também se destaca por sua atuação à frente do Instituto Luiz Gama, que visa à inclusão de minorias e à promoção de uma educação antirracista revela, ainda, que “o racismo é a reprodução do nosso mundo”. Sobre os desafios, ele é enfático: “A luta antirracista é pela transformação do sistema e pela constituição de uma nova humanidade”, diz. “O racismo se manifesta no erro e na ausência”, completa.

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Nos últimos anos, Silvio Almeida proferiu palestras nacionais e internacionais sobre temas relacionados à ética, aos desafios corporativos em períodos de crise e ao combate ao racismo, além de prestar consultoria para organizações públicas e privadas sobre a implantação de práticas antidiscriminatórias e técnicas de promoção de diversidade e inclusão.

O convidado do “CNN Nosso Mundo” também declarou que o Brasil se acostumou, e muito, com o autoritarismo. “O nosso país ainda não admite a igualdade, temos dificuldade em aceitar a soberania popular. Nos tempos de hoje, é preciso lutar por liberdade”, alerta.

Sobre os movimentos do combate ao racismo no Brasil, Silvio Almeida revela que o racismo se tornou meio de vida para muita gente. “Os brancos não podem liderar o movimento negro”, diz e completa com uma importante e reflexiva sugestão. “A mudança vem pelo estudo e pela militância”.

Apresentado por Luciana Barreto e com a participação de Lia Bock, Débora Freitas e Elisa Veeck, o “CNN Nosso Mundo” vai ao ar noite desta sexta-feira (6), às 22h30.

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