A 2ª Cia da Polícia Militar está deixando a Vila Yara e passará a funcionar provisoriamente na sede do 14º Batalhão da PM, no Jardim Bela Vista. O imóvel da rua Victor Brecheret, na Vila Yara, tem de ser desocupado até esta sexta-feira, 2.

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O prazo apertado para desocupação do prédio e alocação da 2ª Cia da PM em local provisório é resultado da ação de despejo movida pelos proprietários do imóvel. A ação foi originada pelo não pagamento dos aluguéis entre junho de 2011 e junho de 2012, o que gerou uma dívida superior a R$ 375 mil.

“Sem esperança de ver a situação equacionada, os proprietários autorizaram a ação de despejo, que corre desde 2013”, explica Pedro Romão Dias, advogado e procurador dos proprietários. “Hoje, eles não têm interesse em negociar o aluguel. Eles elencaram a venda do imóvel como prioridade”, complementa o advogado.

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Pedro esclarece que o imóvel é parte de uma herança. “Os proprietários são dois irmãos e um deles convenceu o outro que o melhor para ambos é a venda. Afinal, quando firmaram o contrato de locação, recebiam em dia. Depois, a prefeitura começou com pequenos atrasos até ficar meses sem efetuar o pagamento”, disse.

“É um processo longo. Estamos desde 2013 brigando pela regularização dos aluguéis”, reforça Pedro. “A administração passada depositou alguma coisa em juízo, mas muito pouco”, esclarece o advogado.

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Soluções

Diante da situação, a Prefeitura de Osasco e a Polícia Militar discutem algumas alternativas. Uma delas é a locação de um imóvel na rua Dionísia Alves Barreto, no Jardim Bela Vista, para abrigar a 2ª Cia ou a concessão de um terreno da administração à Polícia Militar para a construção de um prédio próprio.

“As duas situações devem passar pela Comissão de Avaliação antes da decisão final”, explica o secretário de Administração, Sérgio Di Nizo.

O comandante da unidade, capitão Marcos de Brito Nobre, disse que a 2ª Cia funcionará junto ao 14º BPM até que haja uma solução definitiva para o impasse.

“A mudança não deve interferir na qualidade dos serviços porque a estrutura se mantém dentro da área de atuação da companhia”, disse o capitão, que está quase um ano à frente da unidade.

O capitão Nobre reforça que “não haverá prejuízo no policiamento da Vila Yara e bairros vizinhos, pois continuamos com as operações nesses locais”.

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