Após documentário, Frota quer ‘CPI da Facada’ em Bolsonaro: “Foi armação”

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Reprodução

Após o lançamento de um documentário que questiona a possibilidade de a facada que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levou, durante a campanha eleitoral de 2018, ter sido armada para favorecer o então candidato à presidência, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) diz que vai pedir a instauração de uma CPI para investigar a denúncia.

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“Estou agora na primeira hora protocolando pedido de abertura da CPI da Facada. Estou convencido de que foi uma armação”, anunciou o deputado, que é morador de Cotia, na manhã desta segunda-feira (13), nas redes sociais.

“Aproveitaram a doença que esse sujeito (Bolsonaro) tinha na época e criaram essa narrativa do atentado. Ele foi de 8 segundos de TV para 24 horas de TV”, completou o deputado. Nas eleições presidenciais de 2018, Frota era apoiador ferrenho de Bolsonaro. Depois ele rompeu com o presidente e hoje faz campanha pelo impeachment.

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O documentário (assista abaixo) foi realizado pelo jornalista Joaquim de Carvalho, do portal “Brasil 247”, e apresenta supostas contradições e omissões nas investigações sobre a facada dada por Adélio Bispo de Oliveira no então candidato à presidência Jair Bolsonaro em setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG).

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O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, declarou que o documentário é “fake news”.

“Se eu tomasse uma facada, ganhava a eleição”, teria dito Bolsonaro a Joice Hasselmann

Ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, Joice Hasselmann (PSL-SP), que também rompeu e está na oposição ao presidente, também já cogitou publicamente a possibilidade de a facada em Bolsonaro ter sido uma armação para favorecê-lo na campanha eleitoral. Contou que ele teria dito a ela, cerca de 15 dias antes do ataque de Adélio Bispo: “Se eu tomasse uma facada, ganhava a eleição”.

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Joice Hasselmann foi uma das principais apoiadoras do presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, mas os dois romperam e trocam críticas e acusações / Foto: Marcos Corrêa / PR

“No dia em que teve essa tragédia aí, algumas coisas me deixaram no estranhamento. Primeiro, o número de policiais no entorno dele, a célula que a gente chamava, tava reduzido, tinha metade do número de policiais. Ele sempre andava com um número de policias que fazia toda a volta. Então se você pegar a imagem da época da campanha, tava ele, eu do lado com um tripé do meu celular fazendo live, e os policias no entorno pra impedir que as pessoas não o derrubassem, porque era muita gente mesmo”, revelou Joice Hasselmann, durante uma live promovida pelo portal “DCM”.

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