Bolsonaro chama William Bonner de “canalha” e “sem vergonha”

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Fotos: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou o âncora do “Jornal Nacional”, da TV Globo, de “canalha” e “sem vergonha”, durante conversa com seus apoiadores, na manhã desta quinta-feira (7). Ele fez ainda uma série de críticas ao ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

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“William Bonner, sem vergonha, vai ter seringa para todo mundo. William Bonner, por que seu salário foi reduzido? Porque acabou a teta do governo. Vocês têm que criticar mesmo. Quase R$ 3 bilhões por ano para a imprensa e grande parte para vocês, acabou”, declarou o presidente, que alegou ter cortado o valor mencionado para anúncios e publicidade na grande imprensa.

Na conversa, Bolsonaro falava sobre a repercussão de sua decisão que adiou a compra de seringas pelo Ministério da Saúde para o início da vacinação contra a covid-19 no país, que foi reportada na imprensa, inclusive no telejornal apresentado por Bonner.

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“Vocês falam que não comprei seringa agora. Por quê? Porque quando fui comprar, o preço dobrou. Se eu compro, vão falar que eu comprei superfaturado. Não dou essa chance para vocês. Brasil é um dos países que mais produz seringas. Não vai faltar seringas”, afirmou. “Agora estão dizendo que vai faltar seringa para outras doenças. São canalhas. Bonner, você é o maior canalha que existe, William Bonner. São canalhas. O tempo todo mentindo”, continuou o presidente.

Ataques de Bolsonaro ao ex-ministro da Saúde

Ainda durante a conversa, Jair Bolsonaro voltou a falar do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Desta vez, o presidente fez duras críticas à recomendação feita pelo então ministro no início da pandemia, de não ir aos hospitais com sintomas leves.

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Nas críticas, Bolsonaro também fez referência aos medicamentos hidroxicloroquina e ivermectina, ambos sem eficácia comprovada para o combate à covid-19. “Aqui o pessoal fala que não pode, mas vai oferecer o quê? Vão dar uma de Mandetta? Quando tiver falta de ar vai para o hospital? Ô Mandetta, fazer o que no hospital se não tem remédios”, finalizou.

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