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Bruna Furlan é investigada por suposto envolvimento em esquema de compra de votos

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A Deputada Federal Bruna Furlan (PSDB) está sendo investigada por envolvimento em um suposto esquema de compra de votos na cidade de Cajamar (SP). A investigação foi aberta pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), por solicitação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

De acordo com o G1, o inquérito foi pedido em fevereiro de 2018 e autorizado na última segunda-feira (12). A deputada será investigada também por suposta participação com organização criminosa.

O nome de Bruna apareceu em duas tabelas apreendidas pela polícia com o nome e telefone de diversas pessoas, denominadas como “Reunião Bruna Furlan e Luiz Fernando”.

O material foi colhido da investigação contra o vereador Geraldo Aparecido Lacerda Ferreira (PSDB-SP), conhecido como Cidão, e seu suplente Ronaldo Alves Pinto, ambos eleitos em 2016. Um adversário dos dois denunciou um esquema no qual seriam pagos R$ 50 por voto, e que ainda contaria com a suposta participação do ex-prefeito de Cajamar, Daniel Fonseca (PSDB-SP), que teve o mandato cassado em 2015.

Ao autorizar o inquérito, o ministro Ricardo Lewandowski determinou a tomada de depoimento da deputada e dos demais suspeitos. “À primeira vista, os fatos narrados na manifestação do Parquet [Ministério Público] podem constituir ilícitos penais, devendo-se salientar que, embora de forma ainda embrionária, os autos possuem elementos probatórios aptos a embasar o início das investigações”, escreveu no despacho.

A equipe do Visão Oeste tentou contato com a deputada no gabinete em Brasília e nos telefones da chefia de gabinete, mas nenhum dos números atendeu.

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