Zara é notificada pelo Procon-SP por acusações de racismo

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Divulgação

A Zara foi notificada pelo Procon-SP após acusações de racismo. Investigação da Polícia Civil do Ceará feita após denúncia de uma delegada que teria sido discriminada em uma loja da rede em Fortaleza apurou que a empresa mantinha um código de conduta com práticas racistas contra pessoas consideradas “fora do padrão” de clientes.

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De acordo com testemunhas ouvidas pela Polícia, quando havia pessoas negras e julgadas como “mal vestidas” na loja, era emitido pelo sistema de som o código secreto “Zara zerou” para alertar aos seguranças que ficassem atentos a elas. “A partir de então, essa pessoa era acompanhada pelos funcionários, não para ser atendida, mas naquela situação de vigilância ininterrupta. Porque ela saiu do perfil de cliente e passava a ser tratada como o perfil de suspeita”, disse o delegado Sérgio Pereira.

Em setembro, a delegada Ana Paula Barroso disse ter sido expulsa do estabelecimento sob a alegação de estar com a máscara baixa, enquanto pessoas brancas e loiras circulavam normalmente. Após o episódio, o português Bruno Filipe Simões Antônio, de 32 anos, que ocupava o cargo de gerente da loja em Fortaleza, foi indiciado por racismo.

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O Procon-SP pediu explicações à Zara sobre os casos de discriminação. De acordo com o órgão de defesa do consumidor paulista, a empresa tem até esta quarta-feira (27) para prestar esclarecimentos sobre política de treinamento aplicada aos seus colaboradores e demonstrar quais medidas adota em relação a conscientização, prevenção, programas de diversidade, inclusão e combate ao racismo e a discriminação de qualquer gênero. Também deve indicar os mecanismos de segurança e vigilância utilizados em sua rede de lojas.

Em comunicado, a Zara afirmou ser “uma empresa que não tolera nenhum tipo de discriminação e para a qual a diversidade, a multiculturalidade e o respeito são valores inerentes e inseparáveis da cultura corporativa”.

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