“Conjuntivite”, “bebida benéfica”, “traição”… Detran mostra desculpas esfarrapadas na Lei Seca

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Inspirado no Mundial, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) lançou em suas redes sociais A Copa do Mundo dos Recursos Mais Incríveis da Lei Seca. Com muito bom humor, a competição convoca os internautas a escolher a argumentação mais impressionante já analisada —e recusada!— pelas Jaris de Alcoolemia.

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Serão posts quase diários no Facebook, na página www.facebook.com/detransp, em disputas sempre eliminatórias, de desculpas como a do motorista que afirmou que se considerava inocente, pois não havia percebido que um amigo colocara cerveja com álcool na latinha de sua cerveja sem álcool. Ou a do cidadão que disse não se lembrar de passar por nenhum exame que constatasse que estivesse alcoolizado.

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Há ainda o caso de mãe que jurava que seu filho não havia bebido, mas estava com os olhos vermelhos devido a uma conjuntivite e havia batido o carro devido ao sono. Uma motorista argumentou ter ficado desnorteada e descumprir a Lei Seca após descobrir que a traição do namorado com uma de suas melhores amigas. “Fiquei sem rumo e por esse motivo me excedi um pouco na cerveja.”

Um motorista usou a desculpa de que poderia ter beijado uma garota embriagada. Outro argumentou que não se lembrava “de ter passado por nenhum exame que constatasse que eu estava alcoolizado no acidente”.

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Outro foi além: “o consumo de bebidas alcoólicas, como a cerveja e o vinho, vem sendo comprovado cientificamente como benéfico para a saúde. Previne doenças como o câncer e melhora o bom colesterol, auxiliando a prevenção de derrames e infartos, desde que consumidos com moderação. Já o consumo de refrigerantes é maléfico à saúde. Se ingeridos em excesso enfraquecem os ossos e causam câncer”.

De forma pioneira no país, o Detran.SP criou no fim de 2015 as Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (Jaris) de Alcoolemia, específicas para julgar recursos da Lei Seca. A iniciativa tornou mais ágil e rigorosa a avaliação. Dos 37 mil recursos já analisados, 97,7% foram indeferidos.

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