Doria frustra expectativa de prefeitos e não libera retomada do comércio em Osasco e região

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Doria anuncia
O plano de reabertura das atividades comerciais no estado tem cinco fases e prevê a flexibilização da quarentena baseada em critérios, como número de casos, taxa de isolamento social, ocupação de leitos de UTI / Foto: reprodução

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3), o governador João Doria (PSDB) afirmou que a quarentena em todo o estado continuará nos moldes atuais pelo menos até o dia 15 de junho. Assim, os municípios de Osasco e região continuam na fase “vermelha” do plano de retomada da atividade econômica definido pelo governo do estado, que permite apenas o funcionamento do comércio e serviços considerados essenciais.

Prefeitos de cidades como Osasco, Barueri, Itapevi, Cotia, Jandira e Santana de Parnaíba têm pressionado o governo e havia a expectativa de que fosse anunciada nesta quarta a evolução dos municípios para a fase “laranja”, na qual podem abrir, com uma série de restrições: comércio, shopping, escritórios, concessionárias e atividades imobiliárias.

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Divulgação/Governo de SP

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, por exemplo, decretou quarentena no município nos moldes atuais só até esta quarta-feira (3) e disse que a cidade “atende 100% dos requisitos técnicos para a retomada das atividades”. Em Itapevi, o prefeito Igor Soares afirmou que apresentará nesta quinta (4), um plano de reabertura gradual do comércio. A dúvida agora é se os chefes do Executivo municipais vão continuar seguindo as determinações do governo do estado.

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Doria declarou nesta quarta que, apesar da pressão dos prefeitos, “a retomada da economia será feita de forma gradual, segura e amparada pela ciência”.

“Não há pressão de prefeitos, de empresários, do governo federal. Nenhuma pressão será adotada como princípio para a tomada de decisões”, continuou o governador. “As decisões são com base em indicadores de saúde”.

O governador declarou ainda que “nenhum prefeito vai transformar a sua cidade numa festa de abertura. E nós saberemos exigir isso dos prefeitos. Estamos seguros que essa é uma linha que todos estão seguindo”.

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