Deputado estadual e presidente do PTB paulista foi recepcionado pelo prefeito de Jandira, Paulo Barufi

O deputado estadual Campos Machado, presidente do PTB paulista, esteve em Jandira na tarde desta sexta-feira, 2, onde foi recepcionado pelo prefeito de Jandira, Paulo Barufi, que é do mesmo partido. Em entrevista, Campos Machado defendeu o governo de Michel Temer e a candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência em 2018.

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Para Campos Machado, as legendas que deixaram a base do governo Temer após o escândalo da gravação de uma conversa dele com um dos donos da JBS, Joesley Batista, foram “covardes”. No áudio, há indícios de que Temer teria sido favorável ao pagamento de uma mesada para manter ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em silêncio, entre outras suspeitas.

Campos Machado diz que trata-se de “uma acusação sem provas”. “Política não é lugar para covardes. Como é que nosso partido vai, com uma acusação sem provas, que não foi julgada ainda, em um momento que o país começa a se levantar de novo… nós vamos deixar o presidente? Vejo partidos que têm cinco, seis ministérios se afastando. Não é o momento de travar disputas políticas”, declarou.

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Entre os partidos que se afastaram de Temer, ele citou o PPS. Roberto Freire, presidente do partido deixou o governo Temer e o PPS chegou a anunciar sua saída da base aliada. Mas, dias depois, Freire declarou que o partido continua apoiando as reformas trabalhista e da Previdência e o governo. Para Campos Machado, “o que o PPS fez não se faz”.

Machado também reclamou da cobertura da mídia sobre as crises política e econômica do país: “Todo santo dia os jornais não falam outra coisa a não ser na crise. Pergunto: quem é que vai investir [no Brasil]”.

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Alckmin 2018

“Nós temos um candidato a presidente em 2018, que é o Geraldo Alckmin”, declarou Campos Machado.

O presidente estadual do PTB diz que o partido inclusive chegou a sondar o governador para que ele concorresse à presidência pela legenda: “Convidei. Até dois meses atrás estávamos na expectativa de que ele fosse nosso candidato [a presidente] e eu candidato a governador”.

No entanto, a possibilidade esfriou com os escândalos envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ocupava a presidência nacional do PSDB e era um dos favoritos entre os tucanos para concorrer novamente ao Planalto pela legenda.

“Hoje, com a queda do Aécio, emergiu de novo [a chance de Alckmin ser candidato à presidência pelo PSDB]”, avaliou Campos Machado.

“Até então ele não tinha maioria, era carta fora do baralho. Hoje ele é o único candidato do PSDB e as coisas mudam”. Outro nome cotado entre os tucanos é o prefeito de São Paulo, João Doria.

Campos Machado também reclamou que a disputa política entre PT e PSDB causa um desgaste em toda a classe política: “De um lado você vê o PT e o PSDB se matando. Um fala que o outro rouba e, no fim, o povo fica com a pergunta: ‘quem rouba mais?’. Enquanto isso, a classe política vai sofrendo um desgaste”.

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