Esquema com suspeita de participação de Bruna Furlan teria pago R$ 50...

Esquema com suspeita de participação de Bruna Furlan teria pago R$ 50 por voto

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Cajamar, alvo da investigação do suposto esquema de compra de votos que motivou inquérito contra Bruna Furlan, passou por dezenas de trocas de prefeitos desde 2012.

A pedido da procuradora geral da República, Raquel Dodge, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu uma investigação sobre a deputada Bruna Furlan (PSDB-SP). A parlamentar é suspeita de envolvimento num esquema que teria pago R$ 50,00 por voto, nas eleições de 2016, em Cajamar.

O nome de Bruna Furlan consta em duas tabelas apreendidas pela polícia com nome e telefone de dezenas de pessoas, denominadas “Reunião Bruna Furlan e Luiz Fernando”. Naquele momento, a investigação mirava no vereador de Cajamar, Geraldo Aparecido Lacerda Ferreira (PSDB-SP), o Cidão, e seu suplente Ronaldo Alves Pinto, eleitos em 2016. Ambos foram denunciados por um adversário político que revelou inclusive a cifra que supostamente seria paga pelos votos.

Segundo a denúncia que motivou a abertura do inquérito, além da parlamentar tucana, o esquema contaria com a suposta participação do ex-prefeito de Cajamar, Daniel Fonseca (PSDB-SP), cujo mandato foi cassado em 2015.

Ex-prefeito foi o primeiro cassado em crise que gerou dez trocas

Mencionado na denúncia que envolve Bruna Furlan, o ex-prefeito de Cajamar, Daniel Fonseca, foi protagonista de um escândalo que culminou com nada menos que dez trocas de comando da cidade num intervalo de pouco mais de dois anos.

Fonseca e sua vice foram condenados por publicar reportagens abusivas em jornais da região durante a campanha de 2012. Cassado em janeiro de 2014, voltou ao cargo por liminar no mesmo mês e saiu novamente 8 meses depois, quando a liminar foi derrubada.  Foi tornado inelegível até 2020 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Depois de sua saída, a cidade chegou a ser governada por seguidos presidentes da Câmara e vereadores escolhidos por eleições indiretas (Pezão, Lima, Cidão e Brandão), além de dois procuradores e pelo primeiro secretário do Legislativo Municipal, Saulo Rodrigues.

Cajamar continua com dificuldade de manter prefeitos

A cidade de Cajamar parece não ter se recuperado do conturbado histórico de trocas de prefeitos desde as eleições de 2012. A segunda colocada nas eleições daquele ano, Paula Ribas (PSB) ganhou a chance de assumir a prefeitura á no final do mandato, após ser absolvida pelo TSE da mesma acusação que seu adversário – uso irregular de jornais na campanha eleitoral.

A prefeita e a vice Dalete de Oliveira (PC do B), reeleitas em 2016, foram novamente acusadas de abuso de poder político e econômico. Numa complexa batalha jurídica no TSE, a vice Dalete acabou conduzida ao cargo de prefeita no início de março desse ano, graças a uma liminar. A prefeita Paula Ribas, no entanto, continua afastada, impedida agora por outro processo, que corre em segredo de justiça.

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