Filho do fundador das Casas Bahia é acusado de abusar de mulheres em mansão em Alphaville, Barueri

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Casas Bahia
Saul Klein nega as acusações, diz que é um “suggar daddy” e tem sido alvo de extorsão

Saul Klein, de 66 anos, filho do fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, é acusado de abusar de diversas mulheres em sua mansão em Alphaville desde 2008. As denúncias são investigadas pela Delegacia da Mulher de Barueri.

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Ele nega as acusações. Por meio de seu advogado, diz que é um “sugar daddy” (homens que têm fetiche em sustentar financeiramente mulheres em troca de afeto e sexo) e que é alvo de tentativa de extorsão.

Segundo relatos de 14 supostas vítimas, reveladas em reportagem da Folha de S. Paulo, intermediários de Saul Klein aliciavam mulheres pelas redes sociais, as convidando para “testes” em um flat, nos quais elas teriam de usar roupa íntima ou biquíni. Se fossem aprovadas por Saul, seriam “contratadas” para festas na mansão em Alphaville, onde receberiam de R$ 1 mil a R$ 3 mil.

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Ainda de acordo com as denúncias, estes eventos promovidas pelo milionário em seu imóvel no bairro nobre em Barueri reuniam de 15 a 30 mulheres, que tinham de ficar o tempo todo de biquíni e se submeter às vontades sexuais dele, “inclusive de modo humilhante e a contragosto”.

Há relatos ainda de que elas tinham de ingerir drogas e se submeter a consultas de médicos ginecologista e cirurgião plástico, segundo as denúncias, “para cuidar das persistentes e reiteradas doenças sexualmente transmissíveis que as acometia e de outras enfermidades que apresentaram, bem como receber aplicações de botox ou outros tratamentos destinados a prepará-las para as sessões com o requerido Saul”.

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Os eventos eram vigiados por seguranças armadas e as mulheres dizem que eram forçadas a atos de humilhação, como cusparadas.

O ‘daddy’ de todos os ‘daddies’

O advogado de Saul Klein, André Boiani e Azevedo, afirmou à Folha de S. Paulo que: “O sr. Saul Klein vem sendo vítima de um grupo organizado que se uniu com o único objetivo de enriquecer ilicitamente às custas dele, através da realização de ameaças e da apresentação de acusações falsas em âmbito judicial, policial e midiático”.

Sobre as festas, o advogado do filho do fundador das Casas Bahia declarou que “as participantes estavam ali de livre e espontânea vontade —e, saliente-se, todas queriam voltar aos eventos, em demonstração de que estavam de acordo com o que ali acontecia”.

Uma das denunciantes afirmou à reportagem que conheceu Saul Klein em 2008 e mantinha relação com ele até este ano. Outra denunciante declarou ao jornal que começou a conviver com ele em 2013.

Azevedo disse ainda que seu cliente contratava uma agência que lhe trazia “sugar babies” (garotas que se dispõem a serem bancadas pelos daddies). “Ele era o ‘daddy’ de todos os ‘daddies’, do qual todas as ‘babies’ gostariam de ser ‘babies’”.

A Via Varejo, proprietária das Casas Bahia e do Ponto Frio, divulgou uma nota na qual esclarece que Saul Klein “nunca possuiu qualquer vínculo ou relacionamento com a companhia”.

A investigação segue em segredo de justiça.

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