Futuro Shopping 25 de Março em Osasco gera divergência entre vereadores

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Shopping 25 de Março osasco
Na Capital, empreendimento ligado ao empresário Law Kin Chong já foi fechado diversas vezes por acusações de contrabando

Na sessão desta terça-feira (22), vereadores de Osasco divergiram sobre a chegada do Shopping 25 de Março à cidade. O empreendimento em construção é ligado ao empresário chinês naturalizado brasileiro Law Kin Chong, que já foi preso por contrabando. Deve ser nos moldes do existente na Capital, que já foi fechado diversas vezes por acusações de venda de produtos piratas, e vai ocupar a área onde ficava o antigo Cine Glamour, no Centro.

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O vereador Pelé da Cândida (PSC) é autor de Moção de Aplauso pelo futuro Shopping 25 no município. Ele definiu Law Kin Chong como “um bom empreendedor”. “Muitas pessoas confundem Law Kin Chong como contrabandista, mas o mesmo tem vários imóveis alugados e nos imóveis que são alugados é que ele tem seu rendimento”.

Renda e facilidade

Além disso, afirmou Pelé da Cândida, o futuro Shopping 25 em Osasco vai substituir “um prédio antigo, que estava ali ‘morto’, defasado com a realidade do nosso país”. O parlamentar defendeu que o empreendimento “gera renda para nossa cidade, facilita a vida do nosso povo, do povo das cidades vizinhas, que fazem suas compras no Brás”.

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O vereador Pelé da Cândida

“Osasco tem mesmo que abrir as portas para novas empresas, para novos empreendedores. Osasco abriu as portas para Law Kin Chong, mostrando um novo shopping, uma nova história para nossa cidade”, continuou Pelé da Cândida. O parlamentar ressaltou ainda que o foco do empresário é na construção e no aluguel de espaços no empreendimento, não na comercialização de produtos.

O vereador Antonio Toniolo (PCdoB) lamentou a demolição do prédio do Cine Glamour e disse que o novo empreendimento poderia aproveitar a estrutura do edifício antigo, que fez parte da história da cidade.

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O vereador Antonio Toniolo

Toniolo também ponderou: “ninguém é contra vir comércios para a cidade, desde que seja lícito. Não podemos fazer como tem na Galeria Pajé, onde se abre o comércio para mercadorias duvidosas”.

“Tipo de comércio que não interessa”

O vereador Tinha Di Ferreira (PTB) também fez críticas à demolição do antigo prédio do Cine Glamour e disse que “esse é o tipo de comércio que não interessa para a cidade”.

Vereador Tinha Di Ferreira (PTB) / Foto: Divulgação
O vereador Tinha Di Ferreira

“Osasco hoje é a sexta economia desse país, a segunda do estado, tem o segundo maior comércio de rua aberto do país, só perdendo para a [rua] 25 de Março. E, aliás, essa mesma pessoa que está montando aqui esse tipo de negócio é o cria os grandes problemas para a 25 de Março, trazendo a Polícia Federal, o crime, falsificações, um monte de coisa. Não é isso que nós queremos para a nossa cidade. É muito material contrabandeado”, criticou Tinha.

O parlamentar afirmou ainda que quem ganha com esse tipo de comércio em Osasco é “aquele consumidor de má-fé, que quer tomar vantagem, comprar coisas copiadas, falsificadas”.

O vereador Alex da Academia (PDT) foi no mesmo tom: “Não precisamos desse tipo de comércio dentro do nosso município”.

O vereador Alex da Academia

“Por mais que entendemos que vai gerar emprego, vai gerar movimento comercial dentro de Osasco, sou contrário. Nós sabemos que a maioria das mercadorias em galerias como essas têm muitas lojas com mercadorias duvidosas, e não vai ser diferente aqui. Se nós sabemos que um comércio como esse nos traz problema, principalmente com a Justiça, por que deixar se instalar na nossa cidade”, analisou Alex da Academia. “Os comerciantes locais já sofrem com comércio irregular no calçadão, imagina com uma galeria como essas”.

Jair Assaf (PROS) também declarou que o empreendimento “não traz nenhum benefício para a cidade, pelo contrário”.

O vereador Jair Assaf

Apesar das críticas, a Moção de Aplauso apresentada por Pelé da Cândida foi aprovada com três votos contrários.

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