Homem que teve suspeita de coronavírus não mora no Tamboré, mas em Moema, diz Prefeitura

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Os casos que seguem em monitoramento no estado são seis adultos, sendo quatro na Capital e dois em Paulínia, e uma criança, em Americana / Foto: reprodução

Segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba, o homem que chegou a ter suspeita de coronavírus não mora mais no Tamboré 3 – Alphaville. Atualmente ele vive em Moema, na Capital, mas a Secretaria de Estado da Saúde divulgou o caso suspeito como de Parnaíba devido ao fato de o endereço de cadastro do paciente estar desatualizado, diz a administração municipal.

“O paciente que foi registrado como sendo morador de Santana de Parnaíba passou por exames e não foi diagnosticado com o coronavírus, sendo retirado da lista de suspeitas”, diz a Prefeitura. O homem foi diagnosticado com rinovírus/adenovírus, um grupo de vírus que normalmente causa doenças respiratórias.

“Além disso, a pessoa tinha endereço cadastral no residencial de Alphaville (Tamboré 3) de Santana de Parnaíba, mas foi constatado que ele reside atualmente no bairro de Moema, na cidade de São Paulo. Seu estado de saúde está normal”, continua a administração municipal, em nota.

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“A Prefeitura continuará monitorando junto ao governo do estado a situação de qualquer suspeita ou confirmação de casos, mantendo informada a população com devida a responsabilidade que nos cabe”, completa.

Sete casos suspeitos no estado

Com este caso suspeito descartado, a Secretaria de Estado da Saúde de SP está monitorando sete casos suspeitos de Coronavírus, sendo quatro na Capital e três no interior (dois de Paulínia e um Americana).

Os casos que seguem em monitoramento são seis adultos, sendo quatro na Capital e dois em Paulínia, e uma criança em Americana. Destes, apenas um caso de Paulínia não tem histórico de viagem à China, sendo considerado suspeito por apresentar sintomas clínicos e ter tido contato com paciente considerado suspeito.

Até o momento, não há caso confirmado de coronavírus nem em São Paulo, nem no Brasil. Os dados oficiais estão sendo registrados pelos municípios em um sistema de notificação do Ministério da Saúde. Eventuais novos casos suspeitos ou confirmados, são divulgados diariamente pela Secretaria.

Os sete casos suspeitos estão bem, estáveis e recebendo cuidados em casa em isolamento domiciliar, ou seja, com restrição de contatos com pessoas e ambientes externos.

Os familiares dos pacientes considerados suspeitos estão orientados com relação às medidas necessárias para se prevenirem, como uso de máscaras, higienização das mãos e não compartilhamento de objetos de uso pessoal, bem como sobre os cuidados requeridos para os pacientes, que incluem hidratação e a permanência em casa, sem circulação por outros locais e evitando contato com familiares e amigos, por exemplo.

“O monitoramento está em curso, com organismos internacionais e nacionais de saúde, e nossas equipes seguem acompanhando o tema ininterruptamente para que possamos dar respostas rápidas e efetivas quando necessário”, diz a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato.

É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem em área com circulação do vírus (consulte os sites indicados no final do texto), contato próximo caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para coronavírus.

A investigação dos casos é realizada pelas secretarias municipais de saúde, com todo apoio técnico da pasta estadual. As amostras biológicas dos pacientes são colhidas pelo hospital onde foram atendidos e enviadas para análise no Instituto Adolfo Lutz.

Os exames consistem numa análise que detecte o genoma do vírus, por meio do chamado PCR (sigla em inglês que significa “Reação em cadeia da polimerase”). São feitos a partir da a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz), que deve ser realizado pelo hospital que atendeu o caso suspeito e encaminhado ao laboratório de saúde pública do Estado de São Paulo.

Os resultados são comunicados pelo Lutz ao município de residência do paciente, responsável por notificar o descarte ou confirmação do caso.

Dicas de prevenção:

– Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar;

– Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

– Não compartilhar objetos de uso pessoal;

– Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;

– Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool;

– Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente;

– Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos.

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