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Juíza de Osasco livra SBT de multa milionária por choro de Maisa e constrangimento de Sheherazade

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Maisa passou por constrangimento em gravação com Dudu Camargo no "Programa Silvio Santos"

O SBT, com sede em Osasco, se livrou do risco de ser multado em até R$ 10 milhões em uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) desde 2017, por danos morais coletivos relacionados a episódios polêmicos envolvendo três funcionárias da emissora: a apresentadora Maisa Silva, a jornalista Rachel Sheherazade e a assistente de palco Milene Regina Uehara.

Esta semana, a juíza Juliana Baldini de Macedo, da Justiça do Trabalho em Osasco, julgou improcedente uma ação civil pública movida pelo MPT, informa o “Notícias da TV”.

No caso envolvendo Maisa, em 2017, então com 15 anos, ela deixou o palco de uma gravação do “Programa Silvio Santos” chorando após o apresentador insistir, mesmo com as negativas da garota, no assunto de incitar um namoro entre a jovem e o também apresentador Dudu Camargo.

“Tratamento desumano, depreciativo, constrangedor e discriminatório”

Para o procurador do Trabalho Gustavo Accioly, Maisa “sofreu grave constrangimento diante da violação de sua privacidade, intimidade e honra, caracterizando lesão aos direitos da personalidade, mediante abuso do poder hierárquico e discriminação do gênero feminino pela forma de tratamento dispensado”.

Rachel Sheherazade foi constragida por Silvio Santos durante o “Troféu Imprensa”, quando ele reclamou de a jornalista fazer comentários políticos em telejornal da emissora e afirmou: “Se você quiser fazer política, compra uma estação de televisão e faz por sua conta”.

O MPT considerou a postura do dono do SBT como “tratamento desumano, depreciativo, constrangedor e discriminatório”.

Já com relação a Milene Uehara, durante uma gravação do “Programa do Ratinho”, ela estava dentro de uma caixa de papelão que foi chutada pelo apresentador. O chute teria atingido a nuca dela. Para o MPT, houve agressão física e humilhação.

Já a juíza afirmou que os depoimentos das vítimas inocentam a emissora e que não viu fatos “suficientes para demonstrar abuso do uso da liberdade artística ou de expressão capaz de ofender os direitos da personalidade das empregadas da parte ré [SBT]”.

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