Mãe de criança morta por Suzi se revolta com reportagem do “Fantástico”: “um baque” | VÍDEO

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mãe criança morta suzi
Suzi e Aparecida dos Santos, mãe da criança morta pela transexual / Fotos: reprodução

Reportagem exibida nesta segunda-feira (9), no programa “Alerta Nacional”, apresentado por Sikêra Jr., na Rede TV!, conta detalhes do assassinato e traz entrevista da mãe do menino de dez anos estuprado e morto por Suzi Oliveira.

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A transexual gerou comoção ao falar sobre a rotina solitária na prisão e receber um abraço de Drauzio Varella em reportagem do “Fantástico” exibida dia 1º (assista abaixo). No entanto, após vir a tona o motivo da prisão, Suzi, Drauzio e a TV Globo passaram a ser alvos de uma enxurrada de críticas e se defenderam.

Suzi cumpre pena após ter sido condenada por ter estuprado e matado um menino de dez anos, em 2010. Após o assassinato, ela teria mantido o corpo da criança escondido por dois dias até que o jogasse, em estado de decomposição, na frente da casa dos pais.

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Na reportagem da Rede TV!, vizinhos do local do crime, na zona Leste de São Paulo, afirmam que Suzi não recebe visitas pela crueldade do crime cometido, não pelo fato de ser transexual.

A mãe da vítima, a doméstica Aparecida dos Santos, afirma que ficou “revoltada” com a reportagem: “Pra mim, foi um baque muito grande. Quando eu vi a matéria, fiquei até com dor de cabeça. Estou tremendo até agora. Ele recebeu abraço, cartinha e até bombomzinho na prisão. E eu recebi o que? Nada”.

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Após a declaração da mãe, o repórter Edie Polo abraça a mãe da criança morta por Suzi e diz: “Essa, sim, merece um abraço”.

“Sou médico, não juiz”

Após a reportagem do “Fantástico” em que Suzi fala da solidão da vida como transexual na cadeia, sem receber visitas há mais de oito anos, e recebe um abraço solidário de Drauzio Varella, milhares de pessoas ficaram comovidas e enviaram cartas a ela na prisão.

Agora, com a revelação do motivo de sua prisão, as críticas à reportagem fizeram Drauzio Varella emitir uma nota, apoiada pelo “Fantástico”, para se pronunciar sobre o caso. Ele declara que, assim como quando os presos são seus pacientes, ele não perguntou a Suzi o que a havia levado à prisão: “Sou médico, não juiz”.

O presidente Jair Bolsonaro criticou a reportagem e declarou que “infelizmente a Constituição não permite prisão perpétua”: “Enquanto a Globo tratava um criminoso como vítima, omitia os crimes por ele praticados: estupro e assassinato de uma criança. Graças à internet livre, o povo não é mais refém de manipulações. Infelizmente a Constituição não permite prisão perpétua para crimes tão cruéis”, postou, nas redes sociais.

“Quero pedir perdão”, diz Suzi

Em carta divulgada por meio de sua advogada, Bruna Castro, nesta segunda-feira (9), Suzi Oliveira declarou: “Eu sei que errei muito e em nenhum momento tentei passar como inocente. Desde aquele dia [do crime] me arrependi verdadeiramente e hoje estou aqui pagando por tudo que eu cometi (…) Quero pedir perdão por meu erro no passado”. Leia a carta na íntegra abaixo:

“Eu Suzi Oliveira, ‘Rafael Tadeu’, venho dizer que nas entrevistas ao jornal Fantástico não me foi perguntado nada referente ao B.O. (Boletim de Ocorrência).

Eu sei que eu errei e muito. Em nenhum momento tentei passar como inocente e desde aquele dia me arrependi verdadeiramente e hoje estou aqui pagando por tudo que eu cometi…

Errei sim e estou pagando cada dia – cada hora e cada minuto aqui neste lugar…

Antes não tive essa oportunidade, agora eu estou tendo apenas que pedir perdão pelo meu erro no passado…”

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