Mandala da Prosperidade: dupla é presa por aplicar golpes financeiros contra mulheres

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Mandala da Prosperidade: dupla é presa por aplicar golpes financeiros contra mulheres
As estelionatárias atraíam mulheres fragilizadas emocionalmente para a suposta rede de apoio espiritual com o discurso de economia solidária / Foto: reprodução

A Polícia Civil indiciou, nesta terça-feira (30), duas suspeitas de aplicar golpes financeiros contra mulheres. Conhecido como “Mandala da Prosperidade” ou Tear dos Sonhos”, o esquema de pirâmide atrai mulheres fragilizadas emocionalmente com falsas promessas de ganhar dinheiro.

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A associação criminosa foi descoberta pela polícia após uma mulher, vítima do golpe, registrar um boletim de ocorrência no 51° Distrito Policial, no Butantã, bairro vizinho a Osasco. As investigações levaram ao paradeiro de duas estelionatárias, que foram reconhecidas pela vítima e indiciadas nesta terça.

A vítima foi convidada para participar há dois anos. “Estava próximo de um término do namoro, estava meio frustrada profissionalmente. Eu estava em uma fase bem difícil”, disse a jovem, que não quis se identificar, ao jornal “Primeiro Impacto”, do SBT.

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O dinheiro gira por meio de uma espécie de mandala. As líderes explicam que o objetivo do grupo é financiar o sonho de outras mulheres. O esquema induz as vítimas a pagar até R$ 5 mil reais para ingressar na suposta rede de apoio espiritual que promete um retorno de até R$ 40 mil. A promessa do retorno financeiro seria cumprida somente se as vítimas convidassem outras mulheres para participar.

A jornalista Sheylli Caleffi percebeu a farsa em 2016, quando aceitou participar da rede e desconfiou do esquema. Na época, o golpe era pouco conhecido e ela decidiu denunciar o crime na internet, por meio de um vídeo publicado no YouTube. “Elas falam que você precisa curar a sua reação com dinheiro, usam lei de reciprocidade e usam muitos argumentos que são reais para justificar um estelionato, para justificar um crime”, diz.

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Com o discurso de economia solidária e termos místicos, as golpistas atraem mulheres ao “círculo secreto” para participar de reuniões por meio de vídeo conferências. No entanto, quando as mulheres percebem que caíram em um golpe, já envolveram outras amigas e familiares, o que indicaria que elas também estariam praticando estelionato e desistem de denunciar o esquema.

A polícia segue com as investigações em busca de outras vítimas e demais participantes da associação criminosa. Também foram tomadas providências para a recuperação dos valores.

Quem tiver informações que possam identificar demais autoras do golpe ou que tenha sido vítima do estelionato, pode ligar para o telefone 181, Disque Denúncia.

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