quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Cidades

Menino morre ao receber descarga elétrica com celular carregando

Matheus Macedo Campos tinha de 11 anos.

Por Redação | Atualizado em: 24/08/2020 13:37 Siga-nos no Google News
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Matheus Macedo Campos, de 11 anos, morreu neste domingo (23), após receber uma descarga elétrica enquanto usava o celular que estava carregando. O acidente aconteceu por volta das 14h, em Santarém, no Pará.

Uma prima de Matheus disse que o garoto brincava durante o dia de chuva, com os primos na varanda da casa dele. Matheus estava deitado no chão, em cima de uma toalha quando recebeu a descarga elétrica.

“Eles estavam brincando com os celulares. Foi tudo muito rápido. Deu um curto-circuito, acho que estavam usando um benjamim (adaptador) para carregar os aparelhos na mesma tomada, mas foi só ele que recebeu a descarga”, contou a avó de Matheus, Maria Raimunda Campos Brito, ao G1.

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Os familiares acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas como o menino estava desacordado, saíram com ele em um carro particular. No caminho, a família encontrou a ambulância para onde Matheus foi transferido, teve uma parada cardiorrespiratória e foi reanimado. Já no hospital, o menino não resistiu à segunda parada e faleceu.

O caso acendeu um alerta para os riscos do uso de equipamentos ligados na tomada, principalmente em dias de chuva, como foi a situação que levou à morte de Matheus. “Nós estamos inconsoláveis com essa tragédia. Meu neto não voltará mais. Mas que seja exemplo pra muitos que teimam em usar o celular ligado ao carregador”, desabafou Maria Raimunda.

De acordo com especialistas, manusear equipamentos conectados à energia elétrica, que estejam molhados ou em locais inundados, aumentam o risco de choque elétrico. O acidente também pode acontecer quando esse manuseio é feito descalço ou com o corpo molhado. O choque elétrico pode causar queimaduras, lesões em órgãos internos, além de arritmia cardíaca e parada respiratória.

Outro alerta feito por especialistas é em relação ao uso de carregadores piratas, pois não possuem as homologações de segurança da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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