Morador de Alphaville, Milton Neves acusa ex-funcionário de desvios que podem ultrapassar R$ 10 milhões

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Reprodução

Um dos moradores ilustres de Alphaville, bairro nobre entre Barueri e Santana de Parnaíba, Milton Neves acusa um ex-funcionário de articular um esquema que teria desviado mais de R$ 10 milhões dele. Outros ex-prestadores de serviço do apresentador também teriam sido beneficiados pelos desvios.

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O prejuízo de Milton Neves pode ultrapassar R$ 10 milhões. São pelo menos R$ 2,5 milhões com notas fiscais sem comprovação de serviços prestados e indícios de saques indevidos e pagamentos com cheques com assinaturas não batem com a verdadeira, segundo reportagem da revista “Veja”.

O acusado de liderar o esquema de desvios é Evandro Cesar Cesarino Ribeiro, que atuou por mais de 20 anos como gerente na empresa de publicidade Terceiro Tempo, de Milton Neves. “Confiei a ele toda a minha movimentação financeira em São Paulo, Minas Gerais e Estados Unidos por duas décadas. Sua mãe, minha amiga e conterrânea, me pediu emprego e abriguei o filho dela e nele confiei, lamentavelmente ”, disse Milton Neves à “Veja”.

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O ex-funcionário foi indiciado por furto qualificado, pelo abuso de confiança e pelo concurso de agentes. Ribeiro teria cooptado outros funcionários para ajudá-lo no esquema. Ele nega as acusações.

“Piripaque”

O apresentador morador de Alphaville teria começado a desvendar o esquema alertado por um outro funcionário, após a demissão de Evandro Ribeiro, que ocorreu no primeiro semestre do ano passado.

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“Tive um piripaque em junho de 2020, ao vivo, durante o programa Terceiro Tempo. No dia anterior, fiquei lendo toda a papelada que ele tentou apagar, mas que recuperamos. Na época eram mais de 300 páginas. Passei a madrugada de sábado para domingo sem dormir, lendo tudo aquilo, e não me conformava com o que esse rapaz tinha feito. Eram viagens e mais viagens. No domingo, senti mal na televisão porque não tinha conseguido dormir. Se o Hospital São Luiz não ficasse ao lado da Band, eu teria morrido”, relatou Milton Neves à “Veja”.

O advogado de Evandro, Carlos Alberto Cruz, declarou que ele “está tranquilo, sabe de sua inocência e, quando ela por provada, caberá a ele tomar as medidas cabíveis nas esferas cível, criminal e trabalhista”.

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