Opinião: Por que crianças cometem suicídio?

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Por Carmen Mírio

Fatos incontroláveis surgem a cada dia, nas famílias, nas escolas, nas ruas, em todas as classes sociais. A auto-agressão, a tentativa de suicídio e o suicídio rondam com uma trama invisível envolvendo as crianças e os adolescentes.

Essa é uma epidemia que invade a sociedade e ninguém consegue conter tantas tragédias diárias. As razões são as mais diversas: depressão grave, baixa auto-estima, humor instável, incapacidade de ver melhora, não achar razão para viver, infelicidade, entre outras.

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Muitas são as formas de prevenção, por intermédio de alimentação saudável, de atividades físicas, de terapias. Há ainda, maneiras de identificar e perceber os sinais de possível suicídio ou auto-agressão: falta de auto-cuidado, mudanças no hábito do sono, alterações do humor, isolamento, bullying, humilhação nas redes sociais, rendimento escolar baixo, cabe aos pais e responsáveis, observar o comportamento da criança e do adolescente, dando atenção, conversando e ouvindo suas queixas.

Afinal, quais são as origens para que toda essa tragédia esteja acontecendo?

Trago aqui informações a serem consideradas, como os fatos ocultos, os vínculos invisíveis e as lealdades sistêmicas existentes nas FAMÍLIAS. Para esclarecer melhor tal informação, cito abaixo uma frase do alemão Bert Hellinger que desenvolveu a Constelação Sistêmica Familiar:

Não é a família que provoca as doenças, mas a profundidade dos vínculos e a necessidade de compensação.

A profundidade dos vínculos e a necessidade de compensação, são maneiras que a criança encontra para sobreviver dentro da família, e que provocam as doenças e as tragédias. Os casos de suicídios, violência e agressão familiar, abuso sexual, tudo começa em casa, na família, a origem de tudo.

A criança, de algum modo, procura compensar com o suicídio ou a auto-agressão algum fato grave que aconteceu na família. Ela é fiel ao destino de alguém que morreu, que quer morrer e que sofre. A criança é levada pela lealdade invisível, pelo amor cego a alguma familiar.

A Constelação Sistêmica Familiar é uma técnica terapêutica desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger para revelar questões e fatos ocultos, ocorridos numa família e tem como finalidade trazer a possibilidade de reconexão da criança ou do adolescente ao fluxo da vida.

É necessário olhar e enfrentar os horrores que acontecem nos lares, pois a violência, as agressões, os suicídios, o abuso sexual selam o destino das crianças e dos adolescentes, que por fidelidade sistêmica, seguem o destino daquele que sofre. E o pior, resulta em adultos problemáticos, doentes e infelizes.

Carmen Mírio é Psicoterapeuta, Consteladora Sistêmica Familiar e Empresarial, palestrante e autora do livro Regressão para Crianças. Ministra cursos de formação em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica, Crianças do século 21 – para pais, professores, terapeutas. Terapeuta Floral. Pós-graduanda em Pedagogia Hellinger. Associada colaboradora na área da Medicina Integrativa, onde também atua no trabalho com as crianças e nos estudos da psiquiatria, na Pineal Mind. Site www.carmenmirio.com.br

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