Osasco e região voltam à fase Vermelha com escolas e igrejas entre os serviços essenciais e liberados para funcionar

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culto osasco
Culto religioso / Imagem ilustrativa / Pixabay

Todos os 645 municípios do estado de São Paulo voltam à fase Vermelha do Plano São Paulo de retomada econômica a partir de sábado (6). Só serviços considerados essenciais, entre os quais foram incluídos escolas e igrejas, poderão prestar atendimento público, seguindo uma série de regras de distanciamento social, até o dia 19. Shoppings, salões de beleza e academias, entre outros, deverão permanecer fechados.

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A medida visa frear o aumento de casos de covid-19, que já matou mais de 250 mil pessoas no país, das quais mais de 60 mil no estado, e foi anunciada nesta quarta-feira (3), pelo governador João Doria (PSDB). “Estamos em São Paulo e no Brasil à beira de um colapso na saúde. Isso exige medidas urgentes e coletivas”, afirmou o governador. “São 14 dias de fase Vermelha. Vamos enfrentar as duas piores semanas da pandemia no Brasil desde março do ano passado”, acrescentou Doria.

A fase Vermelha só permite funcionamento, seguindo uma série de regras, de serviços considerados essenciais, como escolas, indústrias, igrejas, bancos, lotéricas, serviços de saúde e de segurança públicos e privados, construção civil, farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, feiras livres, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias, hotelaria e transporte público ou por aplicativo, entre outros.

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Já os comércios e serviços considerados não essenciais só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e pedidos por telefone ou internet. Academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, lojas de rua, concessionárias, escritórios e parques deverão ficar totalmente fechados ao público.

Os serviços essenciais precisam cumprir protocolos sanitários, como fornecimento de álcool em gel, aferição de temperatura, ventilação de ambientes, controle de fluxo de público e horário diferenciado para abertura e fechamento. O toque de restrição estará em vigor a partir das 20h em todas as regiões do estado, com recomendação para circulação restrita em vias públicas e fiscalização ampliada até as 5h.

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Igrejas e escolas

Nas igrejas, por exemplo, a ocupação máxima deve ser de 30%, com obrigatoriedade de aferição de temperatura antes da entrada no templo e uso de máscara durante as atividades religiosas, entre outras.

Nas escolas também deverá haver aferição de temperatura na entrada, distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os alunos, e limite de 35% dos estudantes em sala de aula.

Clique aqui e confira as regras para os setores liberados para manter atendimento ao público entre os dias 6 e 19 de março.

Prefeituras

O governo do estado afirma que as Prefeituras também podem impor medidas ainda mais restritivas devido à gravidade dos indicadores locais de epidemiologia e capacidade hospitalar, como já ocorre em diversos municípios no interior e região metropolitana da capital.

Por outro lado, qualquer medida local que abrande as restrições definidas pelo Estado será alvo de notificação administrativa por parte da Secretaria de Desenvolvimento Regional. As advertências serão informadas ao Ministério Público para possíveis sanções judiciais que garantam o cumprimento estrito das normas do Plano SP.

Fiscalização

O governo do estado reforçou que toda a população precisa intensificar as ações pessoais de distanciamento social, uso de máscaras em qualquer ambiente, opção pelo teletrabalho e higiene constante das mãos para mitigar o avanço do coronavírus.

A fiscalização estadual contra aglomerações, festas e eventos clandestinos recebe denúncias pelo telefone 0800 771 3541 ou e-mail secretarias@cvs.saude.sp.gov.br.

Dados da pandemia

A média estadual de ocupação de leitos de UTI COVID-19 chegou a 75,3% na última terça, sendo 76,7% na Grande São Paulo. O total de pacientes internados em estado grave em chegou a 7.415, com média diária de cem novas internações em todas as regiões de São Paulo nos últimos dez dias.

“Isso é algo que jamais vimos. Ainda ontem tivemos o maior número de mortes da história da pandemia em nosso estado, foram 461 pacientes que perderam suas vidas em apenas um dia”, declarou o Secretário de Estado de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Para reduzir a pressão nos hospitais, o Governo de São Paulo vai abrir 500 leitos em março, com 339 em UTIs e 161 em enfermarias. Até o dia 31, serão 8.839 vagas de UTI nos SUS em todo o estado – antes da pandemia, eram 3,5 mil leitos.

“Isso representa um aumento de 152,5% no total de leitos disponíveis. Só assim poderemos continuar a dar assistência e suporte à vida, mas precisamos muito do apoio de toda a população”, afirmou o secretário.

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